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Jubileu de Ouro do Concílio Vaticano II (2012 a 2015)

Dom Angélico Sândalo Bernardino

Dando graças a Deus, nos anos de 2012 a 2015 estamos vivendo o jubileu de ouro do Concílio Ecumênico Vaticano II. Esse concílio foi o maior acontecimento da Igreja no século passado. O papa João XXIII surpreendeu a todos com o anúncio do concílio. O profético anúncio aconteceu no dia 25 de janeiro de 1959, festa da conversão do apóstolo Paulo. A inesperada iniciativa do papa despertou imediatamente perplexidade, incertezas e imensa onda de alegria e esperança.
Depois de três anos de árdua e trabalhosa preparação, o bom papa João deu abertura ao concílio no dia 11 de outubro de 1962. Quatro foram os períodos do Vaticano II. João XXIII presidiu ao primeiro, partindo depois para o céu em 1963. Os outros três períodos foram presididos por Paulo VI, que encerrou os trabalhos conciliares no dia 8 de dezembro de 1965.
Passados estes anos todos, o papa Bento XVI, recolhendo os maravilhosos ensinamentos do concílio, da caminhada da Igreja nestes 50 anos, e diante dos desafios da nova época em que vivemos, convocou novo sínodo dos bispos, que se realizará de 7 a 28 de outubro de 2012, sobre “a nova evangelização para a transmissão da fé cristã”.

Na verdade, a comemoração deste cinquentenário nos convida a agar-rar, com renovado entusiasmo, os ensinamentos desse abençoado concí-lio, lançando as redes, no vigor do Espírito Santo, em águas sempre mais profundas.

FINALIDADE DO CONCÍLIO
No dia 11 de outubro de 1962, o papa João XXIII inaugurou o Concílio Ecumênico Vaticano Il, encerrado pelo papa Paulo VI no dia 8 de dezembro de 1965. São passados 50 anos! Para comemorar esse evento, a Igreja Católica no Brasil organizou vasta programação para os anos de 2012 a 2015. Quais foram os motivos para a realização desse concílio, que marca a caminhada da Igreja em nossos tempos?

João XXIII afirmou que o concílio devia “apresentar às pessoas do nos-so tempo, íntegra e pura, a verdade de Deus”, de tal forma que elas a pudessem “compreender e abraçar espontaneamente”. O bom papa João dizia que o concílio devia provocar reformas e abertura da Igreja à realidade histórica. Ele queria profunda atualização da Igreja. Via, através do concílio, nova primavera para a Igreja, aberta ao ecumenismo, em diálogo com todos. O papa Paulo VI prosseguiu na mesma direção, querendo um concílio renovador da Igreja, de braços abertos, acolhendo a todos com misericórdia, compaixão, à maneira de Jesus!

Nestes 50 anos de tempo Pós-Conciliar, momentos de primavera e de inverno vão se alternando na Igreja! Nos mais diversos e adversos ambientes, discípulos(as) missionários(as) de Jesus, no aconchego da Rainha dos Apóstolos, suplicam ao Espírito Santo, trabalham com novo vigor, novos métodos e novas manifestações, para que, no hoje da história, possamos concretizar os ideais e conquistas do abençoado Concílio Ecumênico Vaticano II.

CONCÍLIO ECUMÊNICO
Na comemoração dos 50 anos do Concílio Ecumênico Vaticano II, vale a pena fazer breve consideração sobre os concílios ecumênicos.

Concílio ecumênico é a reunião dos bispos do mundo inteiro, com o papa, para tratar de assuntos referentes à Palavra de Deus, à Igreja e sua missão evangelizadora. “Ecumênico” significa universal, reunião de todos. Na abençoada história da Igreja, tivemos 21 concílios ecumênicos. O Concílio Ecumênico Vaticano II realizou-se de 1962 a 1965 e reuniu em torno de 2.200 bispos com o papa João XXIII e, depois, com o papa Paulo VI.

Estiveram também presentes teólogos, peritos nos diversos temas que fo¬ram considerados. Participaram ainda, como “observadores”, representantes de outras Igrejas cristãs: ortodoxos, luteranos, anglicanos e outros. Esse concílio, cujo cinquentenário de abertura estamos celebrando, denomina-se Vaticano II por ter ocorrido (pela segunda vez) na cidade do Vaticano. O local onde o concílio é realizado dá nome à grande assembleia.

Nos quatro períodos de duração do Vaticano Il, foram realizadas 168 congregações gerais e pronunciados 2.217 discursos, tendo sido elaborados e aprovados 16 documentos.

O Concílio Ecumênico Vaticano II constitui verdadeira primavera para a Igreja. Nestes 50 anos, os ensinamentos do concílio foram sendo concretizados, com avanços e retrocessos. Hoje novos desafios se apresentam à Igreja, que, no vigor do Espírito Santo, deve ir se renovando, conhecendo verdadeira conversão pastoral, para que possa evangelizar com novo vigor, novos métodos e novas manifestações.

A IGREJA NO CONCÍLIO
O Concílio Ecumênico Vaticano II nos oferece 16 documentos, entre os quais duas constituições sobre a Igreja. A primeira, dogmática, denomina-se Lumen Gentium (luz dos povos) e nos apresenta ensinamentos sobre o ser da Igreja e sua missão. A segunda, pastoral, chama-se Gaudium et Spes (alegria e esperança); ela nos fala a respeito da Igreja no mundo de hoje. “A Igreja”, dizia Paulo VI, “está no meio da vida contemporânea para iluminá-la, sustentá-la, consolá-la”.

Ao iniciar sua palavra sobre a Igreja, o concílio afirma que ela é mistério - significando que somente a fé nos pode dar a conhecer o que ela é. Ao rezarmos o creio, proclamamos com alegria e convicção: “Creio na santa Igreja Católica”.

O essencial do mistério da Igreja é que seja uma comunhão com o Pai por Jesus Cristo, no Espírito Santo, e que viva em comunhão fraterna. A Igreja é instrumento da salvação, graça que brota do coração de Jesus Cristo morto e ressuscitado para a vida de todos. Ela é missão e testemu¬nho em comunhão com os outros. A Conferência de Puebla, bebendo nas fontes do Vaticano II, diz-nos que a Igreja é comunhão e participação.

Iluminados pela fé, professamos que a Igreja é, em Cristo, como que o sacramento, ou sinal, e instrumento da íntima união com o Pai e da uni-dade de toda a humanidade. Diante do mistério da Igreja, somos convi-dados - pessoal e comunitariamente - a proclamar confiantes: cremos na Igreja, una, santa, católica, apostólica; nossa mãe e mestra!

A IGREJA POVO DE DEUS!
O Concílio Ecumênico Vaticano II nos diz que a Igreja é o povo de Deus! Essa atitude é muito importante e renovadora, pois evita restringir a missão profética, real e sacerdotal da Igreja somente ao papa, bispos, padres e diáconos. Na Igreja, há profunda igualdade entre todos; o que nos diferencia são as vocações, carismas, serviços, dons. Todos somos povo de Deus, discípulos missionários de Jesus, com a missão de evangelizar. “Por instituição divina”, diz o concílio, “a Igreja é estruturada e regida com admirável variedade” (LG 32). E cita palavras do apóstolo Paulo: “Embora sejamos muitos, somos um só corpo em Cristo, e somos membros uns dos outros” (Rm 12, 4-5).

Bispos e padres, fazendo parte do povo de Deus, são os que, “postos no sagrado ministério, ensinando, santificando e regendo, pela autoridade de Cristo, apascentam a família de Deus de tal modo que seja cumprido por todos o mandato novo da caridade” (LG 81). Diante de seu povo, o bispo santo Agostinho dizia: “Atemoriza-me o que sou para vós; consola-me o que sou convosco. Pois para vós sou bispo; convosco, sou cristão. Aquilo é um dever; isto uma graça. O primeiro é um perigo; o segundo, salvação”.

O povo de Deus peregrino, construindo o reino em comunhão e par-ticipação, vai cantando em todos os recantos do Brasil: “O povo de Deus no deserto andava, mas à sua frente alguém caminhava; também sou teu povo, Senhor, e estou nesta estrada; somente a tua graça me basta e mais nada.”

IGREJA: COMUNIDADE DE IRMÃOS
O Concílio Ecumênico Vaticano II nos oferece maravilhosos ensina-mentos sobre a Igreja. Apresenta-nos a Igreja como comunidade à imagem da Trindade santa, a comunidade perfeita; Igreja comunidade de irmãos, aberta às alegrias e sofrimentos de toda a humanidade. Igreja firmada na Palavra de Deus, alimentada pela eucaristia. O concílio nos fala de Igreja onde todos são irmãos, onde três realidades são comuns a todos e uma nos diferencia.

As três realidades comuns a todos:
- Vocação à santidade: todos, na Igreja, somos chamados à santidade. O projeto radical de Jesus a nosso respeito é que sejamos santos. “Sede perfeitos como o Pai celeste é perfeito”. Santidade que é graça de Deus, o Espírito Santo nos transformando, levando-nos à vida de oração, ao amor a Deus e ao próximo.

- Missão: é a segunda realidade comum a todos. Pelo batismo e pela crisma, somos feitos discípulos missionários de Jesus, a serviço da construção do reino de Deus.

- Dignidade: na Igreja, todos temos a mesma dignidade. Somos todos irmãos. Papa, bispos e padres não são mais dignos do que os leigos. Todos somos filhos e filhas de Deus.

Uma realidade nos diferencia na Igreja: os dons, carismas, vocações que o Espírito distribui a todos e a cada um. Ninguém recebe todos os dons, mas cada um recebe algum dom para pô-lo a serviço comum. O papa, os bispos e os padres são chamados a servir com as responsabilidades que lhes são próprias, em consonância com o dom recebido, e toda a Igreja reza de maneira especial por eles.

D. Angélico Sândalo Bernardino, Bispo emérito de Blumenau e membro do Instituto Jesus Sacerdote

Seminário 50 anos do Concílio Vaticano II, na Faculdade Vicentina de Teologia - Curitiba-PR
Data: de 9 a 11 de maio de 2012.
Local: Centro de Convenções de Órleans, Auditório da Paróquia de Órleans, Centro de Convenções.
Objetivos: contextualizar histórica e eclesialmente o Concílio Vaticano II; discutir e aprofundar a mensagem central das Constituições Dogmáticas do Concílio; analisar a atualidade e as perspectivas do Concílio Vaticano II.

Para quem: catequistas, membros da liturgia, ministros, religiosas, seminaristas, agentes das pastorais específicas, palestrantes de Igreja, jornalistas, mídia católica, professores de Ensino Religioso...

Informações: as inscrições estão abertas e podem ser realizadas pelo site da FAVIC: www.favic.com.br.

O investimento é de R$100,00 por pessoa. Mais detalhes pelo telefone - (41) 3222-7716.

O Centro de Convenções de Órleans fica na BR 277, KM 4 – Curitiba (PR), Viaduto de Órleans.
FACULDADE VICENTINA

Av. Jaime Reis, 531 - Mercês/Telepar
Tel. (41) 3222-7716 – Fax: 3077-9647
Curitiba-PR
http://www.faculdadevicentina.com.br/

PROGRAMAÇÃO
Simpósio de Teologia 2012 – Faculdade Vicentina
Vaticano II - 50 anos: da memória às projeções
09/05/2012
08:30 - Abertura: Dom Moacir Vitti
09:00 - Constituição Dogmática Lumen Gentium: Dr. Manoel Godoy
10:30 - Intervalo
10:45 - Liberdade Religiosa - Dr. Domênico Costella
12:00 - Intervalo
14:00 - Constituição Sacrosanctum Concilium: Ms. Gilson Cezar de Camargo
15:30 - Intervalo
15:45 - Comunicações
17:00 - Encerramento das atividades do dia

10/05/2012
08:30 - Reinício das atividades
09:00 - Constituição Pastoral Gaudium et Spes: Dr. Clodovis Boff
10:30 - Intervalo
10:45 - Revisitando o Decreto Ad Gentes: Dr. Joachim Andrade
12:00 - Intervalo
14:00 - Constituição Dogmática Dei Verbum: Dr. Johan Konings
15:30 - Intervalo
15:45 - Comunicação
17:00 - Encerramento das atividades do dia

11/05/2012
08:30 - Reinício das atividades
09:00 - Retrospectiva histórica: Dr. José Oscar Beozzo
10:30 - Intervalo
10:45 - Retrospectiva histórica: Dr. José Oscar Beozzo
12:00 - Intervalo
14:00 - Perspectivas atuais: Dr. Agenor Brighenti
16:00 - Encerramento do evento

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Edição 47