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Esquartejamento de diretor da Yoki: por que amor, ciúme e morte andam juntos na crônica policial?

Elize Matsunaga, mulher do empresário Marcos Kitano Matsunaga, detida após ter a prisão temporária decretada - Carlos Pessuto/FuturaPress

São Paulo, Revista Veja - Partes de um corpo humano encontrados em sacos plásticos em um matagal. Na cabeça da vítima esquartejada, um ferimento feito à bala. O assassinato do empresário Marcos Kitano Matsunaga, de 42 anos, chama a atenção não apenas pela brutalidade, mas também por uma característica recorrente na crônica policial: o crime passional.

Na quarta-feira passada, 6 de junho, em depoimento à polícia, a bacharel em Direito e técnica em enfermagem Elize Araújo Kitano Matsunaga, de 38 anos, mulher do ex-diretor executivo da Yoki, confessou a autoria do assassinato. A motivação, segundo ela, foi a infidelidade por parte do marido. Elize disse que, na noite do crime, disparou a pistola contra Marcos depois de os dois discutirem por causa das traições dele. Em seguida, ela arrastou o corpo para o banheiro de empregada, onde o esquartejou.
A memória de outros episódios construídos por amor, ciúme e morte ainda é presente. Um exemplo foi a condenação de Lindemberg Alves pelo assassinato da ex-namorada Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos, após o mais longo cárcere privado da história policial de São Paulo. Ele não aceitava o fim do relacionamento.

Policial carrega boneco que representou o executivo da Yoki na reconstituição do crime, em São Paulo - Alex Falcão/FuturaPress

Mas o que leva alguém à decisão extrema de matar uma pessoa com quem mantém ou manteve um relacionamento afetivo?

Para especialistas ouvidos pelo site de VEJA, não é possível estabelecer um padrão de comportamento que explique todos os casos. Entretanto, há, sim, uma característica comum nos episódios: os crimes são motivados por sentimentos como ciúmes, insegurança e necessidade de posse elevados à potência máxima.

PATOLOGIA
Para o psiquiatra forense Guido Palomba, a maneira de lidar com esses sentimentos exacerbados é o que diferencia o comportamento considerado normal de outro propenso à execução de atos extremos, como um assassinato. “Todos nós sentimos ciúmes, mas ponderamos nossas atitudes de acordo com nossos valores morais e éticos”, afirma Palomba. “Algumas pessoas, entretanto, possuem estrutura psicológica mais frágil e têm mais dificuldades para lidar com frustações e normalmente julgam que têm poder ilimitado sobre outras pessoas. Em certas circunstâncias, cometem o delito."

De acordo com Palomba, o ciúme extremo pode levar a quadros patológicos. Para evitá-los, é necessário atenção aos sinais apresentados pelo parceiro. “Há sempre indicadores, como o controle excessivo. Quando aparecem as ameaças e as agressões propriamente, o caso é realmente sério”, afirma o psiquiatra.

Na opinião de Daniel Martins de Barros, psiquiatra do Núcleo de Psiquiatria Forense do Hospital das Clínicas (HC-SP), a hipótese de patologia não pode reduzir a responsabilidade do crimonoso por seus atos. “O ser humano é um ser racional e nossos afetos são subordinados à razão”, afirma Barros. “A paixão não exclui a responsabilidade do ser apaixonado, que deve responder criminalmente por seus atos, se for o caso. Hoje, não se aceita mais o argumento do ciúme extremo como explicação para um crime desse tipo, o que revela amadurecimento da própria sociedade”.

Sete crimes passionais que chocaram o Brasil

Caso Eloá Pimentel
Eloá Cristina Pimentel, 15 anos, na janela do apartamento onde Lindemberg Fernandes Alves manteve ela como refém, em 2008 (Danilo Verpa/Folhapress)

Foi o mais longo cárcere privado da história policial de São Paulo. Em 13 de outubro de 2008, inconformado com o fim do namoro, Lindemberg Alves Fernandes tomou como reféns a ex-namorada Eloá Pimentel e uma amiga dela, Nayara Rodrigues, ambas com 15 anos de idade, em Santo André, no ABC paulista. A polícia cercou o cativeiro, mas não obteve sucesso na negociação com o sequestrador. Após cem horas de terror, Lindemberg atirou contra as duas jovens. Nayara foi atingida no rosto, mas sobreviveu. Eloá morreu com um tiro na cabeça e outro na virilha.

Em fevereiro, o ex-motoboy foi condenado a uma pena de 98 anos e dez meses de prisão, pelos doze crimes dos quais foi acusado: homicídio qualificado de Eloá, tentativa de homicídio de Nayara e do sargento da Polícia Militar Atos Valeriano, sequestro e cárcere privado de Eloá, Nayara e de outros dois jovens que ficaram reféns, Victor Lopes de Campos e Iago Vilela de Oliveira, além de disparo de arma de fogo.

Caso Janken Evangelista
O ex-jogador Janken Evangelista acusado de matar a esposa e fugir com o filho (Reprodução)

Em dezembro do ano passado, o ex-jogador de futebol Janken Ferraz Evangelista, de 30 anos, foi condenado a 22 anos de prisão por ter matado a ex-mulher, Ana Cláudia Melo da Silva, de 18 anos, com 14 facadas. O crime aconteceu em 22 de março de 2009, em um apartamento no Jardim da Saúde, na Zona Sul de São Paulo. Depois do crime, ele fugiu com o filho do casal, então com 1 ano e 8 meses, mas foi preso três dias depois, em uma estrada de acesso a Minas Gerais.

Em seu depoimento ao tribunal do júri, no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo, Janken, que atuou nos times de base do São Paulo e do Corinthians e no time profissional do Mogi Mirim, contou que Ana Cláudia morreu depois que os dois brigaram por causa de uma mensagem que ela havia recebido de outro jogador de futebol. Eles marcavam um encontro íntimo. Na versão de Janken, logo que a discussão começou, Ana Cláudia avançou em sua direção com uma faca. Os dois caíram e, depois de lutar, ele a esfaqueou 14 vezes.

Caso Mércia Nakashima
O advogado e ex-policial militar Mizael Bispo de Souza, acusado de matar a ex-namorada Mércia Nakashima (Rodrigo Coca/Fotoarena)

O ex-PM Mizael Bispo de Souza é o principal suspeito de matar a advogada Mércia Nakashima, sua ex-namorada.

Ele e o vigia Evandro Bezerra Silva, apontado como cúmplice do crime, foram denunciados por homicídio triplamente qualificado
(motivo torpe, cruel e sem possibilidade de defesa da vítima). 
Mércia desapareceu depois de sair da casa dos avós, em Guarulhos, em 23 de maio de 2010. Em 10 de junho, após receber informações de um pescador, a polícia localizou o carro da advogada submerso numa represa de Nazaré Paulista, no interior de São Paulo. O corpo, em estado avançado de decomposição, foi encontrado um dia depois. O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) apontou afogamento como a causa da morte.

Caso Pimenta Neves
O jornalista Pimenta Neves (Fotoarena/Folhapress)

O jornalista Antonio Pimenta Neves, então editor-chefe do jornal O Estado de S. Paulo, matou com dois tiros – um nas costas e outro na cabeça – a ex-namorada e também jornalista Sandra Gomide, de 31 anos. O crime, motivado por ciúme, aconteceu no dia 20 de agosto de 2000, no Haras Setti, em Ibiúna, interior de São Paulo. Foram quatro anos de uma relação conturbada.

Em maio de 2011, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) negou por unanimidade o último recurso pendente de Pimenta Neves, condenado em 2006 pela morte de Sandra Gomide. Relator do caso, o ministro Celso de Mello determinou ao juiz da Comarca de Ibiúna (SP) o cumprimento da pena de 15 anos de prisão. No mesmo dia, horas depois da decisão, o jornalista se entregou à polícia.

Caso Lindomar Castilho
O cantor Lindomar Castilho depois de matar a sua esposa e ser quase linchado (Agência Estado)

Lindomar e Eliana de Grammont estavam separados oficialmente há 20 dias quando ele a matou. O crime aconteceu em 1981 no bar Belle Époque, em São Paulo. Lindomar assassinou a ex-mulher e cantora, então com 26 anos, com um tiro no peito. Ele acabara de descobrir que Eliana tinha um caso amoroso com seu primo. 

Em seu depoimento, argumentou motivo passional, alegando legítima defesa da honra devido ao envolvimento da ex-mulher com o primo. Submetido a júri popular em 1984, Lindomar foi condenado a 12 anos de reclusão. Ficou preso até 1988, quando ganhou liberdade condicional por bom comportamento.

Caso Dorinha Durval
A atriz Dorinha Durval, acusada de matar o marido (foto: Joel Maia)

Em 1980, a atriz Dorinha Durval admitiu ter matado o cineasta Paulo Sérgio Alcântara, seu marido, com três tiros. Segundo a defesa, o crime ocorreu depois de Alcântara, dezesseis anos mais novo do que Dorinha, ter dito não se sentir mais atraído por “uma velha” e, em seguida, tê-la agredido.
No primeiro júri, a atriz foi condenada, por 7 votos a zero, a um ano e meio de prisão. No segundo e definitivo, a condenação foi de seis anos de prisão em regime semiaberto.

Caso Doca Street
Julgamento de Doca Street, acusado de matar a namorada Angela Diniz (Ricardo Chaves)

O caso Doca Street abalou o Brasil nos anos 1970. Raul Fernandes do Amaral Street, o Doca Street, era um rico paulista, de 42 anos, quando se apaixonou por Angela Diniz, “a pantera de Minas”, com quem viveria uma relação explosiva. Numa de suas brigas, após ela ameaçar deixá-lo, Doca sacou uma arma e assassinou a mulher que amava com três tiros no rosto e um na nuca. O crime foi cometido na tarde do dia 30 de dezembro de 1976, na praia dos Ossos, em Búzios, Rio de Janeiro.

Em 1979, por 5 votos a 2, ele foi condenado por homicídio culposo, mas foi imediatamente beneficiado pelo sursis - suspensão condicional da pena. Sua defesa alegou que Doca deu quatro tiros no rosto da mulher com quem vivia "em legítima defesa da honra", depois de ter sofrido "violenta agressão moral". O julgamento, que aconteceu em outubro de 1979, foi capa de VEJA.

Dois anos depois, por pressão de movimentos feministas, Doca acabou atrás das grades, condenado a 15 anos de prisão. Décadas mais tarde, aos 72 anos, lançou o livro Mea Culpa (Editora Planeta), contando sua versão da história.

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Edição 47