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Pequena meditação sobre o Natal baseada em alguns textos de São Vicente de Paulo


Pe. José Carlos Fonsatti, CM

       Em uma reunião da Casa Central no final de 2011, o padre Mario Litewka sugeriu a ideia de uma preparação para o Natal baseado em textos de São Vicente de Paulo.
       Então os coirmãos me encarregaram de preparar um texto de meditação. Infelizmente o tempo era curto e não pude prepará-lo. Por isso agora apresento essa pequena meditação.
       A meditação que lhes ofereço é baseada em um texto do padre Bernard Koch sobre São Vicente e a Encarnação. As citações de São Vicente foram feitas livremente e por isso não são perfeitas. Mas o importante é a mensagem que elas contêm.

       O contrato de fundação da Congregação da Missão (CM) diz que ela foi fundada “para honrar o mistério da Encarnação, a vida e a morte de Jesus Cristo” (XIII, 198); e a Bula de edificação da CM especifica que essa “honrará a SSma. Trindade, o santo mistério da Encarnação e a Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe de Deus” (XIII, 260).

       Sabemos que S. Vicente sempre teve grande apresso pelo Ano Litúrgico e pela liturgia em geral. Para ele, como bom discípulo de Bérulle, os acontecimentos da vida de Jesus, seus sentimentos e ações possuem uma dimensão eterna, sobretudo graças à Eucaristia que os revive durante todo o Ano Litúrgico. Foi sobre a Eucaristia e não sobre nossas boas ações de caridade que S. Vicente escreveu: “O amor é inventivo ao infinito”, pois ali Jesus está “realmente e substancialmente como está no céu”. (XI, 146)

       São Vicente aprendeu de Bérulle a prática de fazer conferências semanais a seus coirmãos. E, como Bérulle, ele comentou as festas do Ano Litúrgico nas orações, repetições da oração, nas conferencias, sobretudo naquelas feitas nas vigílias das grandes festas.

        Não possuímos a maior parte de suas conferências anteriores a 1655, ou porque não foram anotadas por seus secretários os irmãos Ducourneau e Robineau, ou porque desapareceram no saque do priorado de S. Lázaro aos 13 de julho de 1789, véspera da Revolução Francesa.
       Portanto, temos que nos contentar com algumas cópias que restaram e com fragmentos de conferencias citados por seu primeiro biógrafo, Louis Abelly.
       Mas possuímos a lista quase completa dos temas tratados nos últimos dez anos de sua vida, de 1650 a 1660. Essa nos permite fazer uma ideia das vezes em que ele falou aos coirmãos antes dessa data.

       São Vicente falou três vezes sobre o Advento: em 1652, 1654 e 1658; e quatro vezes sobre o Natal; em 1650, 1651, 1654 e 1656. Infelizmente nenhuma dessas conferencia foi conservada, ou porque foram roubadas no saque de S. Lázaro ou porque não foram anotadas.

       Mas, a partir de outros textos nós podemos ter uma pequena ideia de como S. Vicente se preparava, meditava e vivia o tempo do Advento e do Natal.
       Como para a comunhão, ele propunha dois pontos na preparação do Natal: a necessidade de uma preparação para a festa e uma atitude de louvor e de admiração diante do mistério celebrado.
       Os primeiros textos em que nos baseamos provêm de rascunhos do sermão sobre a comunhão dos anos 1613/1616. Aí encontramos um belo paralelo entre a preparação para a vinda de Cristo ao mundo e a sua vinda em nós na comunhão. A comunhão, para S. Vicente, é a continuação da Encarnação.

Preparação para a Encarnação
         “Como era preciso que seu Filho assumisse o corpo humano através de uma mulher, Deus julgou conveniente assumi-lo através de uma mulher que fosse cheia de graça, sem pecado, cheia de piedade e alheia às más inclinações. Ele não encontrou uma mulher mais digna dessa grande missão do que a toda pura e toda imaculada Virgem Maria. Eis porque desde toda a eternidade ele se prontificou em orná-la com os bens mais excelsos e dignos que em qualquer outra criatura, afim de que ela fosse um templo digno de sua divindade, um palácio digno de seu Filho”.

Preparação para sua vinda em nós
       “Se a Providência divina olhou tão longe para descobrir esse receptáculo para seu Filho e, tendo-o encontrado o ornou com todas as graças que poderiam embelezar uma criatura, como Ele mesmo declarou através do anjo, seu embaixador, com quanto mais empenho nós devemos prever o dia e a disposição necessária para recebê-lo! Aliás, quanto nós devemos ornar atenciosamente nossa alma com as virtudes necessárias a esse grande mistério que a devoção nos pode conceder” (XIII, 35).

       E o sermão continua mostrando a ação do Espírito Santo na Encarnação e a participação de toda a criação na alegria e no louvor do nascimento do Filho de Deus.
       “O Espírito Santo não quis que essa ação ocorresse sem a sua participação e quis escolher o sangue puríssimo da Virgem para a concepção desse corpo”.
      
“Os anjos fizeram ressoar no ar cânticos e louvores quando Ele veio ao mundo; S. João o homenageou ainda no ventre de sua mãe; os magos, que representam a ciência humana, contribuíram com seu reconhecimento; os pastores, símbolo da simplicidade, lhe prestaram reverência”.
       “Mas, oh coisa maravilhosa! Que diremos dos animais irracionais? Eles também não quiseram ficar alheios a esse reconhecimento”. 
       “Porém, o que é mais inaudito ainda, é que as coisas inanimadas, que não possuem inteligência, fizeram um esforço para possuí-la a fim de contribuir, elas também, com sua fé e homenagem”.
       
       “E nós?! Se Deus, se o Filho, se o Espírito Santo, se os anjos, as crianças, os homens grandes em dignidade e ciência, se os simples, se os animais irracionais, se as coisas inanimadas contribuíram uns na preparação, outros na realização, outros nas obras, cada um segundo o seu próprio conhecimento ao nascimento do Filho de Deus, com quanto maior razão deve o homem preparar-se, dedicar-se e dispor-se a receber esse mesmo Criador”.

São Vicente insistia no louvor e na admiração das ações de Deus
       Na conferencia de 26 de setembro de 1659 sobre o Ofício Divino, ele insistiu no espírito de louvor tomando como exemplo o anúncio da Encarnação do Verbo.
       “Os louvores a Deus não são coisas sem importância como se imagina. Sabeis meus irmãos, que o primeiro ato de religião é o louvor a Deus? Dizemos mais: esse precede o sacrifício. Uma máxima diz: é preciso que algo exista antes de agir e que seja real antes de ser recordação. É preciso reconhecer a essência e a existência de Deus e ter algum conhecimento de suas perfeições antes de lhe oferecer um sacrifício; isso é normal, pois, eu vos pergunto: a quem vocês oferecem presentes? Aos grandes, aos príncipes e aos reis; é a eles que rendemos homenagens.
       Isso é tão verdade que Deus seguiu a mesma ordem na Encarnação. Quando o anjo saudou a santa Virgem, ele começou reconhecendo que ela era cheia das graças do céu: Ave gratia plena. Senhora sois cheia dos favores de Deus: Ave gratia plena.
       Portanto, ele a saudou e louvou como cheia de graça. E o que fez depois? Deu-lhe esse belo presente da SSma Trindade; o Espírito Santo servindo-se do sangue puríssimo da Santa Virgem formou um corpo, depois Deus criou uma alma para colocá-la nesse corpo, e imediatamente o Verbo se uniu a essa alma e a esse corpo por uma união admirável, e assim o Espírito Santo realizou o mistério inefável da Encarnação. O louvor precedeu o sacrifício. (XIII, 326-327).

       São Vicente concluiu uma carta endereçada ao padre Jean Morin, datada de 22 de dezembro de 1656, partilhando seus pensamentos sobre outro aspecto: a humilhação do Filho de Deus, em termos bem berullianos. O Filho de Deus por quem tudo foi feito, que deu existência a todo ser, como ensina o prólogo de S. João, tornou-se criatura, isto é, algo que não existe por si mesmo e que não existe senão por vontade e amor de Deus.
       “Não temos nada de novo senão o mistério que se aproxima que nos fará ver o Salvador do mundo como que aniquilado sob a forma de uma criança; e espero que nos encontremos juntos aos pés da manjedoura para pedir-lhe que nos traia a si no seu aniquilamento. É nesse desejo e em seu amor que sou, senhor, seu humilde servo” VI, 150).

Pe. José Carlos Fonsatti, CM
Curitiba-PR

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Edição 47