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A verdadeira noção de pecado, segundo a Bíblia



A idéia de muitos cristãos de como Deus lida com o nosso pecado é em geral totalmente distorcida. Vemos Deus como um pai severo, que nos castiga quando pecamos e que parece ameaçar a todo momento nos lançar no inferno se continuarmos pecando.  Entretanto,  apesar do pecado ser espiritualmente mortal e do fato de que Deus em momento algum ignora os nossos pecados, seu objetivo principal não é o de nos punir por nossos erros.

Talvez esta ideia equivocada tenha sido criada pela leitura do Antigo Testamento, onde se ouve muito os profetas falarem da “ira de Deus” em relação à conduta pecaminosa do povo hebreu.  Deus não mudou sua atitude com relação ao pecado, mas no Antigo Testamento, Jesus ainda não havia dado a sua vida pelos pecados do mundo, portanto o Espírito de Deus ainda ansiava por justiça. Deus expressava sua ira santa diante da conduta desarvoradamente infiel de seu povo, ao qual ele se revelara e resgatara da escravidão do Egito, conduzira em segurança para uma nova terra onde construiram uma nação.

       O livro de Oséias e suas alegorias são, ao meu ver, a forma mais bela e dramática com que Deus  expressa ao seu povo a sua dor e a sua justa ira diante do pecado de Israel, mas também o seu profundo amor e a sua misericórdia infinita para com os seus filhos.  O Capítulo 11 de Oséias particularmente, sintetiza de forma plena o modo como Deus lida com o pecado humano.  Nos seus primeiros versos, Deus lamenta a ingratidão de Israel, diante de todo o bem que Ele lhe havia feito:

       “Quando Israel era menino, eu o amei, e do Egito chamei a meu filho. Quanto mais eu os chamava, tanto mais se afastavam de mim; sacrificavam aos baalins, e queimavam incenso às imagens esculpidas.” (11:1-2)

       Por isso Deus anunciou àquela  nação que derramaria sobre ela a sua ira de justiça:

       “Não voltarão para a terra do Egito; mas a Assíria será seu rei; porque recusam converter-se. Cairá a espada sobre as suas cidades, e consumirá os seus ferrolhos; e os devorará nas suas fortalezas.” (11:5-6)

       Entretanto, nos versos finais deste capítulo Deus revela que seu amor pelo seu povo fará com que Ele tenha misericórdia dele, e não o destrua, mas o restaure:

       “Como te deixaria, ó Efraim? como te entregaria, ó Israel? como te faria como Admá? ou como Zeboim? Está comovido em mim o meu coração, as minhas compaixões à uma se acendem. Não executarei o furor da minha ira; não voltarei para destruir a Efraim, porque eu sou Deus e não homem, o Santo no meio de ti; eu não virei com ira. Andarão após o Senhor; ele bramará como leão; e, bramando ele, os filhos, tremendo, virão do ocidente” (11:8-10)

        Deus certamente não pode simplesmente nos livrar da consequência do pecado, pois do contrário não seria santo, como também não pode nos isentar da culpa, do contrário não seria justo.

       Mas se desejamos realmente vencer o pecado e com coração contrito confessamos a Ele nossas faltas, diárias, Ele é misericordioso para nos perdoar pela culpa destas faltas, embora não nos livre das consequências naturais de nossos erros. Sempre que comparecemos diante dele após havermos pecado, arrependidos e sinceramente decididos a não repetir o mesmo erro, Ele não apenas nos perdoa, mas nos ajuda a vencer as nossas fraquezas e limitações.

       Temos entretanto que encarar as consequencias de nossos erros e essas consequencias são muitas vezes trágicas. Se violamos a lei dos homens, seremos punidos segundo essa lei.  Se ofendemos alguém, sofreremos as represálias naturais desta ofensa. Em outras palavras, nós colhemos aquilo que plantamos (Gálatas 6:7). Assim como Deus corrigiu os caminhos de Israel no passado, corrige hoje também os nossos caminhos:

       “Filho meu, não desprezes a correção do Senhor, nem te desanimes quando por ele és repreendido; pois o Senhor corrige ao que ama, e açoita a todo o que recebe por filho. É para disciplina que sofreis; Deus vos trata como a filhos; pois qual é o filho a quem o pai não corrija?” (Hebreus 12:5-7)

       Além das consequencias naturais do pecado, temos que enfrentar também as suas consequencias espirituais, que são o enfraquecimento da nossa comunhão com Deus, e por causa disto o empobrecimento de nossa espiritua lidade, em todos os sentidos (Isaías 59:1-2). Mais que isto, o pecado abre brechas em nossa vida espiritual que nos tornam vulneráveis a ataques do Inimigo de nossas almas.

       Deus evidentemente exercerá seu juízo final sobre todos os homens, segundo o que a cada um foi dado conhecer e segundo as nossas obras. Entretanto, Deus não nos condena ao inferno ou nos oferece a vida eterna por sua própria vontade, mas somos nós mesmos que escolhemos o caminho da vida ou o caminho da morte, conforme a nossa atitude em relação ao pecado. Isto foi dito a Israel, pela boca de Moisés, aos pés do monte Ebal (Deuteronômio 30).

       Nossa luta contra o pecado é permanente, pois enquanto estivermos no mundo estamos sujeitos à tentação. Deus não nos isenta de sermos tentados, mas a sua palavra diz que somos tentados apenas segundo nossas próprias concupiscências e não somos tentados além do que podemos suportar. Se estamos em Cristo, então Ele está em nós e por isso podemos vencer o pecado.

       Por termos ainda um corpo carnal corruptível, não estamos inteiramente livres de pecar. Na verdade, pecamos diariamente, não de forma intencional, mas por que apesar de o espírito estar pronto, a carne é fraca. Entretanto, se estamos em Cristo, temos o poder de vencer o pecado. Qual é então o segredo para vencer o pecado?

       Primeiramente,mantendo uma consciência limpa perante Deus, conforme ensina João:

       “Se dissermos que não temos pecado nenhum, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” (1 João 1:8-9)
       “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; mas, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo.” (1 João 2:1)

       Em segundo lugar, buscando fortalecer em nós o novo homem, a nova natureza que nos foi dada pelo Espírito Santo quando reconhecemos nosso pecado e a Cristo como nosso Salvador. A maneira mais eficaz de vencer o pecado não é reprimindo os desejos da carne, mas satisfazendo os anseios do Espírito.Vencemos o pecado não apenas rejeitando o que é ruim, mas sobretudo fortalecendo em nós aquilo que é bom. Quando fortalecemos a nova natureza que Deus gerou em nós pelo renascimento espiritual, esta nova natureza torna-se progressivamente determinante em nossa conduta e os impulsos da velha natureza vão também paulatinamente definhando até não terem mais nenhum domínio sobre nós.
       E quais são os anseios do Espírito? O primeiro anseio do Espírito de Deus em nós é que estejamos em comunhão com Deus. Isto acontece de forma prática, quando buscamos desenvolver nossos sentidos espirituais, através da oração e da meditação na Palavra. Quando buscamos a Deus como o nosso coração, passamos a conhecer a sua vontade e percebemos que Ele nos ama e que cuida realmente de nossas vidas.

       Outro anseio do Espírito é o da pureza do nosso coração. Isto significa que Ele não pode reinar em nós se nosso coração está cheio da impureza do mundo. Por isso é preciso ter cuidado com aquilo que alimenta o nosso espírito, com aquilo que vemos, ouvimos ou pensamos.(Filipenses 4:8) Precisamos guardar nosso coração contra o que é impuro ou indigno, limpando diariamente toda impureza que venha eventualmente penetrar nele.

       Finalmente, não basta deixarmos de fazer o mal, é preciso sobretudo fazer o bem. O evangelho de Cristo não é apenas uma coleção de preceitos ou de proibições, mas em sua essência ele afirma que nós somos herdeiros do Reino de Cristo e como tal devemos construir, com a igreja, este Reino aqui mesmo, neste mundo. O objetivo central de nossa existência, uma vez restaurados e aceitos por Deus como seus filhos, é o de servirmos à sua obra como instrumentos de restauração de sua criação.

       Somente assim poderemos viver uma vida dinâmica, uma vida verdadeiramente rica e plena da graça de Deus, não mais apenas fugindo do pecado e apenas resistindo ao mal, nos escondendo temerosos do juízo de Deus. Somente compreendendo quel é o objetivo central do plano de Deus para a sua criação e a riqueza das bênçãos que ele já nos concedeu nas regiões celestiais, podemos assumir nossa verdadeira identidade como novas criaturas em Cristo e passar a viver como tais.

Fonte:
http://abratearestauracao.blogspot.com.br

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Edição 47