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Dom Marcos Piatek é nomeado primeiro bispo da Diocese de Coari (AM)




Brasília, CNBB/RV - A Igreja no Brasil ganhou mais uma diocese nesta quarta-feira, 9 de outubro: Coari (AM), até então Prelazia Territorial. O Papa Francisco nomeou como primeiro bispo dom Marcos Piatek (foto), até agora bispo prelado.

A nova diocese pertence à Província Eclesiástica de Manaus e ao Regional Norte 1 da CNBB. A sede diocesana está na Catedral Sant’Ana e São Sebastião, em Coari, a 400 quilômetros da capital do estado. A Prelazia havia sido erigida pelo Papa Paulo VI em 1963. A diocese de Coari possui dez paróquias e um território de 135 mil quilômetros quadrados.

    O bispo diocesano, dom Marcos Piatek, nasceu na Polônia, e é membro da Congregação do Santíssimo Redentor. Vive no Brasil desde 1986, onde trabalhou na arquidiocese de Salvador. Em 2011, foi nomeado bispo prelado de Coari.

    A nova diocese possui quase 200 mil habitantes e a economia da região se destaca na produção de petróleo e gás natural.

Entrevista com Dom Marcos Piatek

Fale um pouco de suas origens: pátria, família e seminário.
Dom Marcos Piatek - Nasci na Polônia em 1954 numa família católica e praticante, de cinco filhos homens, desses, sou o terceiro. Os primeiros formadores, do ponto de vista humano e religioso, foram os meus pais. Minha mãe trabalhava em casa e o meu pai numa fábrica. Tenho dois irmãos casados e dois padres (um lazarista e outro agostiniano). Vivi na Polônia até 1980 quando, depois de ser ordenado sacerdote, fui fazer pós-graduação em Roma. Era tempo de domínio marxista, com todas as suas conseqüências. Minha casa ficava na paróquia dos missionários redentoristas, onde se encontrava o Instituto Fiosófico-Teologico e o famoso santuário de Nossa Senhora de Tuchów. Fiz o primeiro grau e o colegial em minha cidade natal. Embora pertencendo à paróquia dos redentoristas a minha formação religiosa foi com os padres diocesanos: a escola elementar e o colégio (12 anos no total) se encontravam no território da paróquia dos padres diocesanos. Como a religião era proibida na escola, nós íamos durante esse período, duas vezes por semana, para a casa paroquial onde os padres administravam as aulas de catequese. Quando terminei o segundo grau decidi tornar-me missionário redentorista. Fiz um ano de noviciado e depois seis anos de estudo de filosofia e de teologia, no seminário dos missionários redentoristas da Província de Varsóvia, em Tuchów.

O que motivou sua vinda para o Brasil?
Dom Marcos Piatek - Como criança gostava das celebrações bonitas, admirava as pregações dos missionários, ficava feliz vendo os romeiros visitando o nosso santuário. O rosto de N. Senhora de Tuchów me era muito bonito e simpático. A igreja dos redentoristas era, naquele tempo de comunismo, um oásis de liberdade, da verdade, da promoção da cultura, de conscientização religiosa e social. Os professores do seminário sempre atraiam a juventude nas suas celebrações e pregações. Como os redentoristas tinham na minha cidade natal o seminário maior, de vez enquanto, se celebrava o envio dos padres novos para as missões na Argentina, no Brasil ou em outro país. Os confrades que trabalhavam no estrangeiro quando passavam férias na Polônia faziam encontros com os paroquianos. Alguns deles eram meus conhecidos. Tinha um parente, da parte da mãe, que trabalhava na Argentina. Como jovem conheci os nossos padres Francisco Deluga, Tadeu Mazurkiewicz que, naquela época, trabalhavam com os jovens de nossa paróquia. Ainda jovem, estudando no seminário sentia o desejo de evangelizar fora do país. Quando fui ordenado diácono o padre provincial me perguntou onde gostaria de trabalhar, depois da ordenação sacerdotal. Respondi que, se for possível, com os redentoristas da Bahia. Quando fui ordenado padre em 1980, o superior provincial me disse: você quer trabalhar no Brasil, mas seria bom antes disso fazer os estudos em Roma. E assim, depois de fazer o mestrado e o doutorado na Academia Afonsiana, cheguei ao Brasil em agosto de 1986.

O fato de ter uma formação redentorista voltada para a missão o ajudará a encarar a realidade da Amazônia, na prelazia de Coari?
Dom Marcos Piatek - A Igreja existe para evangelizar. Os redentoristas são, por natureza, missionários. A Igreja da América Latina, nos últimos tempos, cresceu bastante na conscientização de que todos somos discípulos missionários. Vou trabalhar em Coari conforme o meu lema episcopal: "Discípulo Missionário do Redentor". A Prelazia de Coari é confiada pela Santa Sé aos cuidados dos missionários redentoristas.

Suas maiores experiências são como pároco e professor universitário na área de Moral. A mudança não é muito radical? Teme uma dificuldade de adaptação na nova função?
Dom Marcos Piatek - A mudança faz parte da vida da gente! O missionário é um peregrino. Durante os 25 anos aqui em Salvador estava ligado ao ensino de teologia moral nas faculdades. Porém, alem disso trabalhava na formação, nas santas missões populares, na pastoral, na administração, etc. Nunca fiquei apenas com o ensino de teologia moral. Não vou mudar a minha fé, não vou trocar a minha identidade... É obvio que vai mudar meu trabalho atual, o ambiente geográfico, porém, cultural e social vai ser outro. A missão é nova e o novo, por ser desconhecido, pode assustar, mas confio na graça de Deus. Acredito que Ele me chama e vai me amparar na nova missão. Muitos padres da Prelazia, que entraram em contato comigo, se declararam dispostos a colaborar na evangelização da nossa Prelazia. Também vou contar com a colaboração dos meus confrades da Vice-província Redentorista de Manaus, inclusive do atual administrador da Prelazia, Dom Gutemberg Freire Régis, que é missionário redentorista.

O que sabe sobre sua nova diocese e quais os planos de início?
Dom Marcos Piatek - A Prelazia de Coari se encontra no coração da Amazônia. Foi fundada aos 13 de julho de 1963, pelo Papa Paulo VI, desmembrada da Arquidiocese de Manaus. Faz parte do Conselho Episcopal Regional Norte I da CNBB. Os padroeiros da Prelazia são Santa Ana e São Sebastião. A área territorial da prelazia é de 135.442 km² (maior do que Portugal, Áustria, Suíça, e Estados do Rio e Pernambuco). A população total é de 237.063 habitantes (dados de 2010) com sete extensos municípios (Coari, Codajás, Anori, Anamã, Beruri, Caapiranga e Manacapuru). A prelazia tem dez paróquias com cerca de 20 padres e três congregações religiosas. As pequenas comunidades ribeirinhas são mais de 600. Na sede da prelazia se encontra o seminário menor. Os seminaristas estudam a filosofia e a teologia em Manaus. Desde 1964 existe a emissora "Rádio Educação Rural de Coari. Fundação Santíssimo Redentor".

A sede da prelazia se encontra na cidade de Corai, com 75. 909 habitantes (dados de 2010). Foi fundada no séc. XVII. O nome Coari vem das palavras indígenas "Coaya Cory", ou "Huary-yu" e significa respectivamente "rio do ouro" ou "rio dos deuses". Coari fica à margem do lago do mesmo nome. A cidade de Coari é uma das cidades mais ricas da região norte (2ª depois de Manaus - PIB). Na área territorial do município, localiza-se a plataforma da Petrobrás de Urucu, onde se extrai petróleo e gás. No local foi construído gasodutos que levam gás até Manaus e Porto Velho. Coari é a 5ª cidade mais populosa do Amazonas. Localiza-se à distância de 363 quilômetros em linha reta e a 463 quilômetros, via fluvial, da capital do Amazonas, Manaus. Na cidade se encontra presente, com vários cursos, a Universidade Federal do Amazonas e a Universidade do Estado do Amazonas.

Ainda não conheço a realidade da Prelazia. Sei que terei muito que rezar, ouvir, dialogar, aprender e me inculturar. Não tenho um plano pastoral já preestabelecido. Porém, temos critérios para o nosso trabalho: o Evangelho de Jesus Cristo, os ensinamentos da Igreja, as orientações da CNBB, do Regional Norte I. É preciso ponderar em cada situação concreta, recorrendo à sabedoria e a luz do Espírito Santo.

Fale um pouco sobre a sua ordenação episcopal.
Dom Marcos Piatek - A partir da minha nomeação pelo Papa Bento XVI como Bispo da Prelazia de Coari, os meus confrades da Bahia se dispuseram com dedicação para preparar dignamente a minha ordenação, inclusive Dom Ceslau Stanula, CSsR, que é bispo de Itabuna. O Pe. João Batista, superior dos redentoristas na Bahia, juntamente com seu Conselho encabeçou os trabalhos. A minha ordenação episcopal aconteceu no dia 12 de agosto, na Igreja da Ressurreição do Senhor, em Ondina. O Pe. Rosivaldo Mota, CSsR, que é pároco da paróquia de Ondina, organizou várias equipes entre os paroquianos para que a celebração fosse um momento de fé e de gratidão a Deus. Os Missionários Redentoristas Leigos também colaboraram com o evento. Devo dizer que fiquei muito feliz porque muitas pessoas rezam por mim e pela minha nova missão e, por isso, expresso a minha gratidão!

Fonte:
http://www.redentoristas.com.br/noticias_jul_2011.htm

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Edição 47