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Francisco envia questionário aos bispos do mundo inteiro, em preparação ao “Sínodo da Família”


Cidade do Vaticano (RV) - Para enfrentar os “desafios pastorais sobre a família” e em preparação ao Sínodo que será realizado em 2015, o Papa Francisco quer consultar as Igrejas locais nos Cinco Continentes. Na Grã-Bretanha, por exemplo, os bispos decidiram discutir o questionário de 38 perguntas nas paróquias e todos os que quiserem poderão enviar propostas e sugestões.

    Nas primeiras linhas do documento aparece o novo enfoque para proceder com os trabalhos, para tornar mais eficaz e includente o próprio Sínodo.

    A primeira etapa será a assembleia extraordinária de outubro de 2014, que terá que definir o “estado da questão” e reunir “os testemunhos e as propostas dos bispos”.

    A segunda etapa será o Sínodo Ordinário de 2015, “para buscar linhas operacionais para a pastoral da pessoa humana na família”.

    O documento, que todos os bispos do mundo inteiro acabam de receber, começa descrevendo as “novas problemáticas” que se apresentaram nos últimos anos: a difusão dos casais “de fato”, “que não se casam e, às vezes, excluem essa possibilidade”, as uniões entre pessoas do mesmo sexo, “às quais não poucas vezes se consente a adoção de filhos”, os casamentos mistos ou inter-religiosos, a família monoparental, “formas de feminismo hostis à Igreja”, a difusão do fenômeno do “aluguel de úteros”. Mas, sobretudo, “no âmbito mais estritamente eclesial, o enfraquecimento ou o abandono da fé” no sacramento do matrimônio e no “poder terapêutico” da confissão.

    Por isso é “urgente que o episcopado de todo o mundo dirija sua atenção para estes problemas”. “Se, por exemplo, se considera apenas o fato – diz um parágrafo muito significativo do documento – de que no atual contexto muitos jovens, nascidos de casamentos irregulares, poderiam nunca ver seus pais se aproximarem dos sacramentos, compreende-se quão urgentes são os desafios para a evangelização da situação atual [...] Esta realidade tem uma singular conformidade na vasta acolhida que está tendo em nossos dias o ensinamento sobre a misericórdia divina e sua ternura para com as pessoas feridas: as consequentes expectativas sobre as decisões pastorais relacionadas com a família são muito amplas”. Ou seja, o documento, no qual se vê as marcas do Papa, fala das grandes esperanças diante de uma pastoral renovada que se centre nas “pessoas feridas”, sem fechar as portas nem reduzir tudo ao simples elenco das já conhecidas posições doutrinais.

    A segunda parte do documento indica, em três páginas, os fundamentos bíblicos e o magistério da Igreja sobre o matrimônio e a família. Para concluir, aparecem as 38 perguntas do questionário. Perguntas sobre a difusão e a recepção dos ensinamentos da Igreja a este respeito, sobre as dificuldades de colocá-los em prática e sobre sua relação com os programas pastorais em todos os níveis. Também se pede informações sobre quais são os pontos mais atacados e rechaçados fora dos ambientes eclesiais.

    Algumas das perguntas referem-se à “lei natural”. O Sínodo quer saber se, por exemplo, “pedem a celebração do matrimônio batizados não praticantes ou que se declaram não crentes” e como “enfrentar os desafios pastorais consequentes”.

    Depois passa-se à questão sobre a pastoral da família e o apoio para as famílias em crise. Quanto às “situações matrimoniais difíceis”, o ponto que tem mais perguntas, pede-se informações sobre a difusão das convivências, sobre as uniões livres, sobre a relevância da realidade dos divorciados e dos divorciados em segunda união: “Como enfrentar estas realidades através de programas pastorais adequados?”

    E depois: “Como vivem os batizados suas irregularidades? Estão conscientes delas? Manifestam simplesmente indiferença? Sentem-se marginalizados e vivem de maneira sofrida a impossibilidade de receber os sacramentos?”. Outras questões relacionadas: “Quais são os pedidos que as pessoas divorciadas em segunda união fazem à Igreja a propósito dos sacramentos da Eucaristia e da Reconciliação? Quantas pessoas que se encontram nestas situações pedem estes sacramentos?”

    É particularmente significativa a pergunta sobre a nulidade: “A agilização da prática canônica para o reconhecimento da declaração de nulidade do vínculo matrimonial poderia oferecer uma contribuição positiva para a solução dos problemas das pessoas envolvidas?” Em caso positivo, como? Uma via, a da agilização das causas de nulidade, que já havia sido mencionada por Bento XVI e sobre a qual falou também Francisco durante o voo de volta da Jornada Mundial da Juventude do Rio de Janeiro.

    “Existe uma pastoral para ir ao encontro destes casos? Como se anuncia aos separados e aos divorciados em segunda união a misericórdia de Deus e como se realiza o apoio da Igreja aos seus caminhos de fé?” O questionário também se ocupa das uniões entre pessoas do mesmo sexo. “Que atenção pastoral seria possível em relação às pessoas que escolheram viver segundo este tipo de união?” E também: “No caso de uniões de pessoas do mesmo sexo que tenham adotado crianças, como comportar-se pastoralmente em vista da transmissão da fé?”

    Para concluir, há também algumas questões relacionadas com a doutrina da encíclica Humanae Vitae, de Paulo VI, e com os métodos anticoncepcionais. Pergunta-se, por exemplo, o quanto o ensinamento de Paulo VI é conhecido e se é aceito. Ou, “como promover uma mentalidade mais aberta sobre a natalidade?” É interessante notar que ao final do documento se pede que se indiquem quais desafios e propostas sobre estes temas são urgentes segundo os destinatários, mesmo que não apareçam no questionário.

    Ou seja, o trabalho perfila-se amplo e includente. O que aparece claramente é a vontade de oferecer respostas ao cisma silencioso dos muitos batizados excluídos dos sacramentos por diferentes razões.

Andrea Tornielli - publicada no site Vatican Insider

Leia as perguntas: 
1 – Sobre a difusão da Sagrada Escritura e do Magistério da Igreja a propósito da família
a) Qual é o conhecimento real dos ensinamentos da Bíblia, da “Gaudium et spes”, da “Familiaris consortio” e de outros documentos do Magistério pós-conciliar sobre o valor da família segundo a Igreja católica? Como os nossos fiéis são formados para a vida familiar, em conformidade com o ensinamento da Igreja?
b) Onde é conhecido, o ensinamento da Igreja é aceite integralmente. Verificam-se dificuldades na hora de o pôr em prática? Se sim, quais?
c) Como o ensinamento da Igreja é difundido no contexto dos programas pastorais nos planos nacional, diocesano e paroquial? Que tipo de catequese sobre a família é promovida?
d) Em que medida – e em particular sob que aspectos – este ensinamento é realmente conhecido, aceite, rejeitado e/ou criticado nos ambientes extra-eclesiais? Quais são os fatores culturais que impedem a plena aceitação do ensinamento da Igreja sobre a família?

2 – Sobre o matrimônio segundo a lei natural
a) Que lugar ocupa o conceito de lei natural na cultura civil, quer nos planos institucional, educativo e académico, quer a nível popular? Que visões da antropologia estão subjacentes a este debate sobre o fundamento natural da família?
b) O conceito de lei natural em relação à união entre o homem e a mulher é geralmente aceite, enquanto tal, por parte dos batizados?
c) Como é contestada, na prática e na teoria, a lei natural sobre a união entre o homem e a mulher, em vista da formação de uma família? Como é proposta e aprofundada nos organismos civis e eclesiais?
d) Quando a celebração do matrimónio é pedida por batizados não praticantes, ou que se declaram não-crentes, como enfrentar os desafios pastorais que disto derivam?

3 – A pastoral da família no contexto da evangelização
Quais foram as experiências que surgiram nas últimas décadas em ordem à preparação para o matrimónio? Como se procurou estimular a tarefa de evangelização dos esposos e da família? De que modo promover a consciência da família como “Igreja doméstica”?
Conseguiu-se propor estilos de oração em família, capazes de resistir à complexidade da vida e da cultural contemporânea?
Na atual situação de crise entre as gerações, como as famílias cristãs souberam realizar a própria vocação de transmissão da fé?
De que modo as Igrejas locais e os movimentos de espiritualidade familiar souberam criar percursos exemplares?
Qual é a contribuição específica que casais e famílias conseguiram oferecer, em ordem à difusão de uma visão integral do casal e da família cristã, hoje credível?
Que atenção pastoral a Igreja mostrou para sustentar o caminho dos casais em formação e dos casais em crise?

4 – Sobre a pastoral para enfrentar algumas situações matrimoniais difíceis
a) A convivência ad experimentum é uma realidade pastoral relevante na Igreja particular? Em que percentagem se poderia calculá-la numericamente?
b) Existem uniões livres de facto, sem o reconhecimento religioso nem civil? Dispõem-se de dados estatísticos confiáveis?
c) Os separados e os divorciados recasados constituem uma realidade pastoral relevante na Igreja particular? Em que percentagem se poderia calculá-los numericamente? Como se enfrenta esta realidade, através de programas pastorais adequados?
d) Em todos estes casos: como vivem os batizados a sua irregularidade? Estão conscientes da mesma? Simplesmente manifestam indiferença? Sentem-se marginalizados e vivem com sofrimento a impossibilidade de receber os sacramentos?
e) Quais são os pedidos que as pessoas separadas e divorciadas dirigem à Igreja, a propósito dos sacramentos da Eucaristia e da Reconciliação? Entre as pessoas que se encontram em tais situações, quantas pedem estes sacramentos?
f) A simplificação da praxe canónica em ordem ao reconhecimento da declaração de nulidade do vínculo matrimonial poderia oferecer uma contribuição positiva real para a solução das problemáticas das pessoas interessadas? Se sim, de que forma?
g) Existe uma pastoral para ir ao encontro destes casos? Como se realiza esta atividade pastoral? Existem programas a este propósito, nos planos nacional e diocesano? Como a misericórdia de Deus é anunciada a separados e divorciados recasados e como se põe em prática a ajuda da Igreja para o seu caminho de fé?

5 – Sobre as uniões de pessoas do mesmo sexo
a) Existe no vosso país uma lei civil de reconhecimento das uniões de pessoas do mesmo sexo, equiparadas de alguma forma ao matrimônio?
b) Qual é a atitude das Igrejas particulares e locais, quer diante do Estado civil promotor de uniões civis entre pessoas do mesmo sexo, quer perante as pessoas envolvidas neste tipo de união?
c) Que atenção pastoral é possível prestar às pessoas que escolheram viver em conformidade com este tipo de união?
d) No caso de uniões de pessoas do mesmo sexo que adotaram crianças, como é necessário comportar-se pastoralmente, em vista da transmissão da fé?

6 – Sobre a educação dos filhos no contexto das situações de matrimônios irregulares
a) Qual é nestes casos a proporção aproximativa de crianças e adolescentes, em relação às crianças nascidas e educadas em famílias regularmente constituídas?
b) Com que atitude os pais se dirigem à Igreja? O que pedem? Somente os sacramentos, ou inclusive a catequese e o ensinamento da religião em geral?
c) Como as Igrejas particulares vão ao encontro da necessidade dos pais destas crianças, de oferecer uma educação cristã aos próprios filhos?
d) Como se realiza a prática sacramental em tais casos: a preparação, a administração do sacramento e o acompanhamento?

7 – Sobre a abertura dos esposos à vida
a) Qual é o conhecimento real que os cristãos têm da doutrina da Humanae vitae a respeito da paternidade responsável? Que consciência têm da avaliação moral dos diferentes métodos de regulação dos nascimentos? Que aprofundamentos poderiam ser sugeridos a respeito desta matéria, sob o ponto de vista pastoral?
b) Esta doutrina moral é aceite? Quais são os aspectos mais problemáticos que tornam difícil a sua aceitação para a grande maioria dos casais?
c) Que métodos naturais são promovidos por parte das Igrejas particulares, para ajudar os cônjuges a pôr em prática a doutrina da Humanae vitae?
d) Qual é a experiência relativa a este tema na prática do sacramento da penitência e na participação na Eucaristia?
e) Quais são, a este propósito, os contrastes que se salientam entre a doutrina da Igreja e a educação civil?
f) Como promover uma mentalidade mais aberta à natalidade? Como favorecer o aumento dos nascimentos?

8 – Sobre a relação entre a família e a pessoa
a) Jesus Cristo revela o mistério e a vocação do homem: a família é um lugar privilegiado para que isto aconteça?
b) Que situações críticas da família no mundo contemporâneo podem tornar-se um obstáculo para o encontro da pessoa com Cristo?
c) Em que medida as crises de fé, pelas quais as pessoas podem atravessar, incidem sobre a vida familiar?

9 – Outros desafios e propostas
Existem outros desafios e propostas a respeito dos temas abordados neste questionário, sentidos como urgentes ou úteis por parte dos destinatários?

Fonte - http://www.news.va/pt

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Edição 47