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Festa em Londrina: 60 anos de sacerdócio e 40 anos de Episcopado de Dom Albano Cavallin



(Foto: ArqLondrina)
         
       Estamos festejando os 60 anos de sacerdócio e 40 anos de Episcopado de Dom Albano Bortoletto Cavallin. Festa inédita que suscita em nós gratidão, admiração, fascinação. O homem, o cidadão, o cristão, o padre e o bispo chamado Albano é alguém privilegiado, abençoado, bendito. Sim Dom Albano é “Nota Dez”, é uma benção.

    Primeiro: um milionário em humanismo. Deus o fez primeiramente rico em humanidade, bondade, fineza. As pessoas sentem-se bem perto de Dom Albano, porque ele tem um coração materno, um jeito amigo de acolher, satisfação em hospedar. Nós seminaristas dizíamos: “O padre Albano é nosso para-raios, nosso médico, nosso irmão”. É um perito em humanidade. Ah se não fosse o padre Albano, quantos seminaristas teriam saído e quantos padres desistido. O padre Albano “me salvou”, segredou-me recentemente um sacerdote. Dom Albano era o padre “pop star” daqueles nossos tempos em Curitiba.

    Segundo: um místico irrequieto. A oração, gosto litúrgico, a espiritualidade de Dom Albano é incontestável. Tem ainda hoje seu diretor espiritual, sente de longe o faro místico das pessoas, desde os monges trapistas até os varredores de rua. Conduz tantas pessoas como conselheiro, confessor, orientador. Prepara sacerdotes para a orientação espiritual através da escola mística de São Francisco de Sales. Vibra com a Palavra de Deus, criou o “Dia da Palavra”. Ama as Equipes de Nossa Senhora. É um homem de Deus.

    Terceiro: um pastoralista criativo. Foi brilhante pároco, famoso celebrante de casamentos. Percorria o Paraná inteiro para propagar e divulgar o Concilio Ecumênico Vaticano II. Implantou o Plano de Pastoral de Conjunto, foi co-criador do Regional Sul II da CNBB. Era assistente da Juventude Universitária Católica (Juc). Como padre em Curitiba, tinha tempo para atender ricos e pobres, políticos e religiosos. Era um gigante da evangelização e continua sendo. Era visto nas Universidades, nas periferias e visitando presos políticos nos cárceres.

    Quarto: um formador perspicaz. Viveu 20 anos como formador no seminário. Homem prático, sensível, compreensivo. Conquistou a confiança dos seminaristas, salvou centenas de vocacionados, tocava o coração dos estudantes. Conseguia criar no seminário um clima agradável, pacífico, prazeroso. Quanta saudade daqueles tempos, dizem os padres daquela época. O formador Pe. Albano marcou uma geração.

    Quinto: um catequista original. Fui seu aluno em liturgia e catequese. Que aulas inesquecíveis, estimulantes, criativas. Não tínhamos um professor, mas, um confessor da fé diante de nós. Tornava a matéria atraente e a verdade amável. Dom Albano é conhecido com “dinossauro da catequese”. É respeitado no Paraná, no Brasil e na America Latina como expert em catequese. É venerado pelos bispos e assessores da CNBB por seus talentos catequéticos realizados com ternura e exigência. Ele é o “pai da Catequese Renovada”, isto é, catequese aberta ao social, à dimensão transformadora da realidade. No Regional Sul II gerou o famoso catecismo “Crescer em Comunhão”. Até hoje continua catequizando com seu jeito de ser, sua sabedoria, sua mística e suas historinhas. Homem da fé e educador da fé, eis o DNA de nosso Arcebispo Emérito.

    Sexto: um missionário incansável. Em Curitiba, evangelizava no centro e nas periferias. Em Guarapuava era missionário dos índios e camponeses. Envolveu-se com dramas da cidade, como a visitação aos presos políticos e presença nos bairros de Curitiba. Em Guarapuava defendia os índios, enfrentava os conflitos de terras. Experimentou a crueldade da violência, esteve do lado dos pobres, sem condenar os ricos.

    Em Londrina, criou novas paróquias, realizou as missões populares, construiu o Centro de Pastoral, deu origem ao Fundo Arquidiocesano de Pastoral (FAP), ao Projeto Igrejas Irmãs, ao Curso de Teologia para leigos e trouxe a Pontifícia Universidade do Paraná-Campus Londrina para nossa cidade. Suas sabias e profundas homilias são sempre estimulo à missão. Combateu a corrupção política. Instituiu o Diaconato e o Seminário Propedêutico na Arquidiocese. Para a Rádio Alvorada ele deu o nome de “catedral do ar”.

    Sétimo: pregador, conferencista, confessor exímio. Dom Albano chama a si mesmo de “Bispo metido”, entenda-se corajosamente criativo. Pede que ninguém se esqueça de ser “um jesuizinho”, isto é, seguidor de Jesus. Costuma dizer que é bom rezar aos santos, sem esquecer o maior dentre eles: o “São Jesus”. O povo chama os bispos de “Dom”, mas, o principal dentre eles é “Dom Jesus”, diz Dom Albano. Por conhecer bem nossa fragilidade de homens e mulheres da Igreja, ele gosta de dizer que fizemos a “faculdade da safadologia” e que precisamos de “reza braba” para nos converter.

    Oitavo: conselheiro de grandes e pequenos. Políticos, universitários, autoridades procuram Dom Albano para usufruir de sua experiência e sabedoria. Por outro lado, pobres, desamparados, sofredores batem à porta de sua casa. Padres, religiosos, gente de perto e de longe o procuram, telefonam, escrevem, ao seu mestre de vida interior.

    Nono: londrinense de coração e “pé vermelho”. Londrina ama Dom Albano e ele leva os diocesanos no seu coração. Por isso mesmo, tudo faz para a cidade e o interior. Não tolera o “jeitinho brasileiro”, apresenta projetos para os poderes públicos, sofre a dor do povo. Londrina abriu as portas de suas casas e de seus corações para Dom Albano, mesmo quando ele diz que “nem toda água do Igapó é suficiente para lavar Londrina”. Lavá-la quer da corrupção, quer do problema dos pombos, das calçadas, das ruas. Luta por melhores condições da trabalho, de saúde e de políticas publicas. Tudo diz e tudo faz porque ama Londrina e sabe que é amado pelo povo.

    Décimo: um peregrino da santidade. Esta é a maior inquietação de Dom Albano: ser mais santo. Para ele a “chave do céu” é o cotidiano onde nos santificamos. Ensina que “quem embala uma criança, embala o futuro do mundo”. Sua mãe, sem saber, embalava um homem de Deus. É assim que acontecia em Arns, as pessoas iam ver o Padre João Vianney e voltavam dizendo: “vimos Deus num homem”. Em Dom Albano nós também vemos um homem de Deus, um peregrino da santidade.



Dom Orlando Brandes,
arcebispo da Arquidiocese de Londrina

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Edição 47