LEIA A BÍBLIA

ORATÓRIO

ORATÓRIO
Acenda uma vela

SIGA-NOS

twitter

MARCADORES

RIODEJANEIRO SANTOS NOTÍCIAS VATICANO ARTIGOS LONDRINA VICENTINOS FAMÍLIA JMJ MEMÓRIA BEATIFICAÇÃO HOMILIAS ECUMENISMO Formação POLÍTICA SAÚDE MÚSICOS CNBB ECONOMIA Pe.REGINALDO CINEMA CAMPANHAS EUA ESPIRITUALIDADE MINASGERAIS PASTORAIS SÃOPAULO ABORTO CANÇÃONOVA LIVROS ORAÇÕES CURITIBA JUVENTUDE MARINGÁ MISSÕES POLÍCIA PORTUGAL EXORCISMO COMUNICAÇÃO MULHER Testemunho Entrevista INTERNACIONAL JUNDIAÍ VOCAÇÕES MUDABRASIL FUTEBOL MENSAGENS Pe.ZEZINHO UNIVERSITÁRIOS DireitosHumanos EUCARISTIA APOLOGÉTICA DENÚNCIA TEOLOGIA HUMOR INTERNET MILAGRES BÍBLIA ECOLOGIA CANONIZAÇÃO CASAMENTOS NAMORO APARECIDA EDUCAÇÃO MOVIMENTOS PASTCRIANÇA ANCHIETA CIMI CIÊNCIA CORRUPÇÃO ESPORTE POESIAS Rio+20 SALVADOR SANTAMARIA TURISMO VATICANOII APOSENTADOS CRIANÇAS EVANGELIZAÇÃO FINADOS INFANTIL IRMÃDULCE PALOTINOS ADVOCACIA AGRICULTURA CARNAVAL PORTOALEGRE PSICOLOGIA TEATRO AMAZONAS BENFEITORES BRASÍLIA COMEMORAÇÕES CRÔNICAS DEMOCRACIA DIREITOS DOCUMENTÁRIO FOCOLARES FORTALEZA MEIOAMBIENTE MUTICOM PARANAGUÁ POBREZA PUBLICIDADE QUARESMA SEXUALIDADE XAVERIANOS ÁFRICA ÁGUAS ANÔNIMOS APUCARANA CAMPINAS COMUNICADOS CONFISSÃO CristoRedentor CÁRITAS DEFICIENTES DEPRESSÃO FLORIANÓPOLIS FOTODIGITAL INGLATERRA OpusDei PARAGUAI SANTOANTÔNIO SANTUÁRIOS TERRORISMO ANIVERSÁRIO APARIÇÕES ARGENTINA CEBs CIDADANIA CLARETIANOS IDOSOS ISLAMISMO JERUSALÉM JOÃOPAULOII JUSTIÇA LITERATURA MANAUS PARANÁ PARÓQUIAS PAULINAS PENSAMENTOS REDEVIDA RESSURREIÇÃO SOLIDARIEDADE UMUARAMA UNIDADE  NOTÍCIAS ADOÇÃO ATEÍSMO AUTOESTIMA BAIXOCLERO CANTORES CATEQUESE COOPERATIVISMO CORPUSCHRISTI CÉLULAS DOCUMENTOS DOUTRINASOCIAL ESCÂNDALO ESTATÍSTICA FILOSOFIA GASTRONOMIA GotasBíblicas MARISTAS MEDITAÇÃO MESTERS MIGRANTES MOTIVAÇÃO MÉXICO NSGUADALUPE PECADO PEDOFILIA PadreChrystian RELIGIOSOS RENOVAÇÃO SUDÁRIO SãoFreiGalvão TABAGISMO TERRASANTA VIOLÊNCIA BEATIFICAÇÃO ACONSELHAMENTO ADORAÇÃO ANTICRISTO APAEs APOSTAS APOSTASIA ARMÊNIA AUTOCURA AVAAZ BATIZADOS BEAGÁ BIOGRAFIAS CHILE CHINA CIRCO COLÔMBIA CONSAGRAÇÃO CONVERSÃO CÍRCULOS DEBATE DEMOGRAFIA EMPRESAS ESPANHA EUROPA EVANGELISMO Especial FOZDOIGUAÇU FREIBETTO FREIDAMIÃO FRUTAS FÁTIMA GOIÂNIA GREVE GruposBíblicos HOMENAGENS IDEIAS IMPEACHMENT JESUITAS JOINVILLE LITURGIA LOURDES MARANHÃO MATOGROSSO MISERICÓRDIA MSM NÔMADES OAnônimo ONGs P.CARCERÁRIA PADROEIRA PATERNIDADE PAULOFREIRE PERFIL PERNAMBUCO PETRÓPOLIS PHN PIAUÍ POLIGAMIA PORNOGRAFIA PPI PROFISSÕES PROMESSAS PROSPERIDADE Pe.FÁBIOdeMELO Pe.PauloRicardo Prof.MARINS REDEGLOBO RELÍQUIAS RONDÔNIA RUSSIA SACRILÉGIO SANTACATARINA SANTAMISSA SANTAPAULINA SANTOANDRÉ SEGURANÇA SOBRIEDADE SOROCABA SÍNODO Século21 TAUBATÉ TECNOLOGIA TERCEIROSETOR TURQUIA UNESCO VIDANIMAL ZUMBI

No Dia do Enfermo está a importância da Saúde


João Carlos José Martinelli

            Desde 1993, a Igreja Católica celebra anualmente em 11 de fevereiro - dia de Nossa Senhora de Lourdes -, o Dia Mundial do Enfermo. A celebração foi estabelecida pelo saudoso Papa João Paulo II que será canonizado em abril deste ano. Por ocasião desta celebração, a Santa Sé envia uma mensagem, chamando a atenção de toda a comunidade cristã sobre um tema específico que merece atenção de todos e está ligado ao cuidado da vida, vulnerabilizada pela doença e pelo sofrimento, enfocando questões relevantes sobre bioética e temas ligados à Pastoral da Saúde.

    A data também é oportuna para lembrar a todos que saúde é coisa séria. O artigo 196 da Constituição Federal do Brasil dispõe que ela é um direito de todos e um dever do Estado, e o 198, inciso II, determina que obrigação de assistência à saúde é integral, com prioridade à prevenção. Note-se que a Constituição determinou que o Poder Público assista o cidadão em todas as suas necessidades relativas à questão, dando ênfase à ao caráter preventivo. Em nosso país, no entanto, a realidade é bem diferente e a situação bastante caótica.

    Com efeito, são inúmeros os aspectos negativos, tais como o acesso dificultado com filas em postos de saúde e hospitais; a marcação de consultas e de cirurgias com longos períodos de espera; os hospitais com tecnologia desatualizada e sucateada, restringindo ou mesmo impedindo o bom atendimento; profissionais nem sempre atualizados, muitas vezes em decorrência do excesso de horas de trabalho mal remunerado, que impede disponibilidade de tempo e recursos econômicos para sua imprescindível reciclagem e tantos outros que tornam a sua estrutura, um grande problema.

    Saúde e sociedade se constituem de uma complexa relação em que, como parceiras, andam de mãos dadas e na mesma direção. Dentro desta tese, é muito difícil, senão impossível, uma sociedade caminhar para um progressivo desenvolvimento e a saúde seguir na sua contramão. Assim, mais do que nunca, é preciso modificar esse quadro e nesta trilha, há diversas metas a serem alcançadas visando o seu aprimoramento.

    Invocando o saudoso Luciano Mendes de Almeida, a saúde deve ser prioridade no Orçamento do governo, observando os seguintes propósitos: “a) requer-se amplo programa preventivo, incluindo vacinas e especial cuidado das gestantes e recém-nascidos; b) é urgente manter hospitais com número suficiente de leitos e garantia do SUS, de equipamentos atualizados e de fornecimento de remédios a preço acessível para o povo; c) devido ao elevado custo de cursos superiores na área da medicina nas universidades particulares, é preciso promover mais vagas nas universidades federais e estatais e agilizar o sistema de bolsas e d) acompanhar e desenvolver as iniciativas da medicina alternativa com surpreendentes resultados para a saúde do povo. Em todo esse conjunto de esforços, o mais importante é o cuidado, a atenção e o afeto que cada doente precisa e merece receber” (Folha de São Paulo – 14/02/2004 – A-2).

    A manifesta relevância de que se reveste, infelizmente, não obtém respaldo no Brasil. E apesar da saúde se revelar numa incumbência pública, constitucionalmente garantida, o que se vislumbra é uma enorme distorção que também evidencia a dramática característica da desigualdade, inerente a outros aspectos sociais de igual relevância, a ponto de se dizer que a vida saudável é privilégio econômico em vez de direito do cidadão. Em verdade, a sua conquista como aspiração humana repousa na possibilidade de fazê-lo deixar a abstração para aterrissar no mundo real, pois a sua situação é caótica e deficitária.

    E apesar se revelar numa incumbência pública, constitucionalmente garantida, o que se vislumbra é uma enorme distorção que também evidencia a dramática característica da desigualdade, inerente a outros aspectos sociais de igual relevância.

    Atualmente, o contexto dos desafios e problemas que a cercam, evidenciam uma ação urgente de toda a sociedade, notadamente do Poder Público, para que volte a ser um direito acessível a todos e não privilégio de poucos, amparados por planos de saúde particulares.

João Carlos José Martinelli é advogado, jornalista, escritor e professor universitário

Fonte: http://solpaz.blogs.sapo.pt/

0 comentários:

SUPLEMENTO

Edição 47