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Uma justa homenagem a José Alberto Neves Candeias (in memoriam)



Por Armando Alexandre dos Santos

    Faleceu no dia 5 de fevereiro de 2014, aos 92 anos de idade, o Prof. Dr. José Alberto Neves Candeias, professor titular aposentado da USP e cientista de renome internacional, na especialidade da Virologia. Foi um grande amigo que muito admirei e com o qual muito aprendi.
    Por honroso convite de sua esposa, a também professora titular aposentada da USP Dra. Nelly Martins Ferreira Candeias, proferi algumas palavras de homenagem à memória do falecido, na Missa de 7º dia. Transcrevo alguns tópicos do texto reconstituído dessa fala:

    O que todos nós sentimos, no momento, é um imenso vazio, um enorme vácuo, deixado pela partida, para a Eternidade, do nosso querido amigo e mestre Dr. José Alberto Neves Candeias - que foi um homem completo, em todos os sentidos do termo.

    Como ser humano, como cientista, como português - e português de Trás-os-Montes, fazia questão de frisar - como brasileiro por adoção, como marido e homem de família, como professor universitário da USP, como intelectual, sempre foi completo.

    Na sua especialidade científica, foi autoridade internacionalmente respeitada, mas nunca perdeu a noção da universalidade do conhecimento humano,  no sentido medieval que predominava nas primeiras universidades europeias.  Sempre viveu com profundas inquietações filosóficas, que se manifestaram nos sucessivos livros de ensaios que veio publicando nos últimos anos.

    Era médico, era cientista, mas sobretudo era filósofo, era um humanista no sentido mais nobre do termo. Era, ademais, homem de convívio encantador, excelente "causeur", vivo, brilhante, com conversação atraente e colorida, sempre marcada por um fundo discreto de ceticismo e ironia - próprios de sua geração e, também, próprios de quem viveu intensamente em ambientes cultos de Portugal (tão marcado psicologicamente pelo estilo de  Eça de Queiroz) e do Brasil (tão influenciado pela ironia fina e um tanto céptica de Machado de Assis). Conversava muito bem, não só porque falava bem, mas sobretudo porque sabia ouvir, estimulando intelectualmente os interlocutores, qualquer que fosse seu nível cultural.

    Conversava com profundidade e graça sobre todos os assuntos, tanto científicos, filosóficos ou artísticos, como assuntos da vida corrente. Era capaz de, com igual profundidade e graça, explanar sobre uma teoria filosófica, ensinar “truques” culinários, recordar um episódio histórico ou contar um pequeno fato de sua vida pessoal.

    Homens  completos como José Alberto Neves Candeias, e sobretudo homens moralmente íntegros como ele, são cada vez mais raros no mundo atual. Daí sua falta ser tão dolorosa para todos nós, que tivemos a honra de o conhecer e privamos de sua amizade.

    Para nós, pois, o momento é de muita tristeza, mas é também de esperança. As incontáveis sementes que lançou em sua vida, muitas das quais já germinaram e já estão produzindo frutos fecundos, prosseguirão seu ciclo vital e, perenemente, darão continuidade à obra de José Alberto Neves Candeias.

    Por outro lado, a morte não é o fim, mas é o começo de uma nova existência. Como destacou há pouco o sacerdote celebrante, ela é o pórtico que nos possibilita o acesso a uma realidade superior, misteriosa e cheia de interrogações, mas muito reconfortante para nós, que temos a graça de ter fé, que cremos na ressurreição dos mortos e na vida eterna.

    A vida eterna dos bem-aventurados no Paraíso é sempre um dom de Deus, um objeto de sua misericórdia. Nenhum ser humano, por melhor e mais perfeito que seja, pode merecer, em estrita justiça, esse dom, que é sempre fruto da misericórdia.

    Se, pela misericórdia de Deus, pudermos estar juntos na vida eterna, e na companhia de José Alberto Neves Candeias, todos nós, que aqui estamos, prosseguiremos então, já sem os entraves e as limitações da vida terrena, as incontáveis e infindáveis conversações que aqui principiamos. Nesse sentido, a vida eterna no Paraíso será uma continuação da vida passageira nesta terra de exílio.

    Em Deus, todos veremos tudo com muito maior acuidade. Todos encontraremos, então, solução para problemas intelectuais que nos intrigaram, ou nos atormentaram, durante toda a nossa vida. E poderemos continuar conversando, trocando ideias entre nós, e também na interlocução fecunda com os Anjos e os Santos.

    Poderemos continuar aprendendo e ensinando, numa aprendizagem e numa docência sempre prazerosas e que jamais terão fim. Numa palavra, poderemos continuar ouvindo a palavra – e aprendendo com ela – de José Alberto Neves Candeias. Essa é a nossa esperança.

Armando Alexandre dos Santos, historiador, jornalista profissional e membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro

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Edição 47