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Privação de mãe é o maior causador da violência


Leia o artigo de Valderez de Mello:         
            Urge repensar a alfabetização da alma infantil. Imperativo que as mães modernas e exímias profissionais tenham conhecimento da importância do papel da maternidade e principalmente da participação presencial e efetiva no desenvolvimento dos filhos.
            Segundo John Bowlby, estudioso no assunto e grande pesquisador, que durante décadas se debruçou sobre o crucial problema da privação de mãe, trabalho realizado especialmente para a Organização Mundial da Saúde (OMS), intitulado: “Cuidados Maternos e Saúde Mental”, que visa a prevenção da violência infantil e juvenil, partindo do pressuposto despreparo das mulheres para a maternidade, alertando sobre os prejuízos gerados pelo abandono infantil principalmente durante os primeiros três anos de vida, através de privação de mãe de forma continuada.

            Crianças que sofrem privação de mãe, quer em seus próprios lares, quer fora deles, são uma fonte de contaminação social tão real e grave quanto os portadores de difteria e febre tifoide. Um dos fatores atuantes e prejudiciais é a falta de convicção dos governos, dos serviços sociais e do público em geral em acreditar que o amor materno seja tão importante para a saúde mental do bebê e da criança quanto o são as vitaminas e proteínas para a saúde física.
            Uma privação de mãe prolongada e extrema, iniciada muito cedo no primeiro ano de vida, cerceia o direito da criança de usufruir do personalíssimo ato de ser amamentada pela mãe e poder sentir e criar elos afetivos, através de cada sugada no seio morno e quentinho daquela que o gerou, ato este permutado pelos goles frios oferecidos às colheradas nas instituições que se dizem modernas. Imperativo saber que a privação de mãe, tem efeitos negativos sobre o desenvolvimento emocional e intelectual, além da resistência à recuperação.
            Ao abrir mão do colo, carinho e coração na educação da criança no decorrer dos primeiros anos de vida as mulheres, infelizmente, permutam a formação dos filhos com a realização profissional e em nome da modernidade desatam os laços da maternidade prematuramente.
            Durante os primeiros três anos de vida a companhia da mãe é de suma importância para o desenvolvimento infantil, basta que voltemos o olhar para a natureza que escancara bons exemplos, quando todos os animais zelam dos filhotes até que possam entender a ausência materna sem traumas e sofrimento.

          Segundo os estudiosos no assunto, a privação de mãe é o maior causador da violência infantil e juvenil no mundo. Só não enxerga quem opta pela cegueira social!´




Valderez de Mello,
Professora, pedagoga e psicopedagoga. Autora de Quintal de Sonhos.
valdemello@gmail.com

Fonte: http://solpaz.blogs.sapo.pt/

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Edição 47