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"A paz é obra da justiça", afirma papa Francisco durante missa em Sarajevo


    Brasília, CNBB - “Sarajevo é uma cidade-símbolo. Durante séculos foi local de convivência entre povos e religiões, ao ponto de ser chamada ‘Jerusalém do Ocidente’”, disse o papa Francisco neste domingo, 7, após a oração mariana do Ângelus. Francisco explicou que em um passado recente, Sarajevo foi alvo das destruições da guerra.  Porém, atualmente, está em processo de reconciliação. “Por isso, eu fui lá: para encorajar este caminho de convivência pacífica entre as diferentes populações: um caminho difícil, fadigoso, mas possível”, afirmou Francisco ao referir-se à sua oitava viagem apostólica, ocorrida sábado, 6, à capital da Bósnia-Herzegovina.




 Jerusalém da Europa

    O tema central da viagem do papa Francisco a Sarajevo foi: “A paz esteja convosco”. Francisco foi recebido no aeroporto internacional de Sarajevo pelo presidente Dragan Crovic, membro croata da Presidência tripartite (Sérvia, Croácia e Bósnia); pelo presidente  da Conferência Episcopal e arcebispo de Sarajevo, cardeal Vinko Puljic; pelo núncio apostólico no país, dom Luigi Pezzuto.

    No Palácio Presidencial, Francisco discursou para as autoridades presentes, corpo diplomático, bispos e alguns líderes religiosos da Bósnia-Herzegovina. “É para mim um motivo de alegria encontrar-me nesta cidade que tem sofrido muito por causa dos sangrentos conflitos do século passado, e volta a ser um lugar de diálogo e de convivência pacífica. Tem passado de uma cultura de confronto, de guerra, a uma cultura de encontro. Sarajevo, assim como Bósnia e Herzegovina, tem um significado especial para a Europa e o mundo inteiro. Nestes territórios há comunidades que, há séculos, professam religiões diferentes e pertencem a etnias e culturas distintas, cada uma com suas características peculiares e orgulhosas de suas tradições específicas, o que não tem sido obstáculo por muito tempo”, disse. Para o papa, Sarajevo, conhecida como a Jerusalém da Europa, por nela existirem muito próximas sinagogas, igrejas e mesquitas, representa uma encruzilhada de culturas, nações e religiões. “Neste sentido, requer que se construam sempre novas pontes, que curem e restaurem as já existentes, de modo a assegurar uma comunicação fluida, segura e civil”, acrescentou.

Justiça e Paz
    Após seu discurso às autoridades, Francisco presidiu missa no Estádio Kosevo. Participaram da celebração eucarística mais de setenta mil pessoas. Na homilia, o papa recordou que a paz é o projeto de Deus para a humanidade e denunciou novamente os que buscam o confronto entre culturas e civilizações. “Paz é o sonho de Deus, é o projeto de Deus para a humanidade, para a história, com toda a criação. É um projeto que encontra sempre oposição por parte do homem e por parte do maligno. Também em nosso tempo, o desejo de paz e o compromisso de construí-la contrastam com o fato de que no mundo existem numerosos conflitos armados. É uma espécie de terceira guerra mundial combatida por partes; e, no contexto da comunidade global, percebe-se um clima de guerra’, disse.

    Francisco lembrou que a guerra significa crianças, mulheres e idosos em campos de refugiados; deslocamentos forçados; casas, ruas, fábricas destruídas; vidas truncadas. “Hoje, queridos irmãos e irmãs, eleva-se mais uma vez o grito do povo de Deus e de todos os homens e mulheres de boa vontade: Nunca mais à guerra!”, exortou.

    Francisco recordou, ainda, as palavras de Jesus no Evangelho: “Bem-aventurados os que constroem a paz”. Para o pontífice, é um chamado sempre atual, que vale para todas as gerações.

    Ao explicar como se constrói a paz, citou o profeta Isaías: “A obra da justiça será a paz”, lema adotado pelo papa Pio XII. “A paz é obra da justiça (...) uma justiça praticada e vivida”, acrescentou. Conforme Francisco, o Novo Testamento ensina que o pleno cumprimento da justiça é amar ao próximo como a si mesmo. “A verdadeira justiça é fazer à pessoa, ao povo o que gostaria que fizessem a mim, a meu povo”, apontou.

    Após a missa, Francisco reuniu-se com os bispos da Bósnia-Herzegovina. Em seguida, encontrou-se com sacerdotes, religiosos (as) e seminaristas. Ao ouvir algumas experiências de vida, Francisco, que havia preparado um discurso falou espontaneamente aos presentes. “Queridas irmãs, queridos irmãos, não tendes direito de esquecer a vossa história. Não para vos vingardes, mas para fazerdes a paz. Não para olhar [estes testemunhos] como uma coisa estranha, mas para amar como eles amaram. No vosso sangue, na vossa vocação, há a vocação, há o sangue destes três mártires. E há o sangue e há a vocação de tantas religiosas, tantos padres, tantos seminaristas”, ressaltou.

    Francisco disse que algumas palavras ficaram no coração como uma que foi repetida: perdão. Para o papa, um   homem, uma mulher que se consagra a Deus e não sabe perdoar, não serve. “Perdoar a um amigo, com o qual tinhas litigado, e te disse um palavrão, ou a uma religiosa que tem ciúmes de ti, não é muito difícil. Mas perdoar a quem te bate, a quem te tortura, a quem te espezinha, a quem ameaça matar-te com a carabina, isto é difícil. E eles fizeram-no, e eles pregam para que se faça!”, acrescentou.

    Ao final, Francisco convidou a todos a fazerem o oposto da crueldade. “Tende atitudes de ternura, de fraternidade, de perdão. E levai a Cruz de Jesus Cristo. É assim que a Igreja, a santa Mãe Igreja, vos quer: pequenos, pequenos mártires, tendo diante dos olhos estes pequenos mártires, pequenas testemunhas da Cruz de Jesus”, pediu.

    Antes de retornar a Roma, o papa participou de um encontro ecumênico e inter-religioso e reuniu-se com jovens.

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Edição 47