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No mês do Ramadã, cristãos e muçulmanos dizem não à violência em nome da religião


    Brasília, CNBB - Em mensagem aos muçulmanos por ocasião do mês do Ramadã, o Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso convida cristãos e muçulmanos a combaterem a violência realizada em nome da religião. Publicado pela Santa Sé no dia 19 de junho, o texto lembra o grande número de assassinatos de pessoas pertencentes a comunidades étnicas e religiosas em vários países e a destruição do patrimônio cultural e religiosos, além das emigrações forçadas. Para o Pontifício Conselho, a tentativa de justificar esses atos em nome da religião os torna ainda mais hediondos. Confira a íntegra da mensagem:


PONTIFÍCIO CONSELHO PARA O DIÁLOGO INTER-RELIGIOSO

MENSAGEM PARA O MÊS DO RAMADÃ

E ‘Id al-Fitr 1436 H. / 2015 A.D.

Cristãos e Muçulmanos: não à violência em nome da religião

Queridos irmãos e irmãs muçulmanos

    É-me grato dirigir-vos, quer em nome dos católicos do mundo inteiro, quer pessoalmente, os melhores votos por uma serena e jubilosa celebração de 'Id al-Fitr. No mês de Ramadã respeitastes muito as práticas religiosas e sociais, como o jejum, a oração, a esmola, a ajuda aos pobres, as visitas aos familiares e amigos.

    Espero e rezo para que os frutos destas boas obras possam enriquecer a vossa vida!

    Para alguns de vós, assim como para outros pertencentes às diversas comunidades religiosas, a recordação dos próprios entes queridos, que perderam a vida e os seus bens ou sofreram física, mental e até espiritualmente por causa da violência, lança uma sombra sobre a alegria da festa. Comunidades étnicas e religiosas em numerosos países do mundo padeceram sofrimentos enormes e injustos: o assassinato de alguns dos seus membros, a destruição do seu patrimônio cultural e religioso, emigração forçada das suas casas e cidades, moléstias e estupros das suas mulheres, escravização de alguns dos seus membros, tráfico de seres humanos, comércio de órgãos, e até venda de cadáveres!

    Estamos todos cientes da gravidade destes crimes. Todavia, o que os torna ainda mais hediondos é a tentativa de os justificar em nome da religião. Trata-se de uma clara manifestação da instrumentalização da religião para obter poder e riqueza.

    Seria supérfluo dizer que quantos são responsáveis pela segurança e pela ordem pública têm também o dever de proteger as pessoas e as suas propriedades da violência cega dos terroristas. Por outro lado, há também a responsabilidade daqueles que têm a tarefa da educação: as famílias, as escolas, os textos escolares, os líderes religiosos, o discurso religioso, os meios de comunicação. A violência e o terrorismo nascem primeiro na mente das pessoas desviadas, sucessivamente são perpetradas em concreto.

    Todos aqueles que estão concernidos na educação dos jovens e nos vários âmbitos educativos deveriam ensinar o carácter sagrado da vida e a dignidade que dela deriva para cada pessoa, independentemente da sua etnia, religião, cultura, posição social ou escolha política. Não existe uma vida que seja mais preciosa do que outra devido à sua pertença a uma específica raça ou religião. Portanto, ninguém pode matar. Ninguém pode matar em nome de Deus; isto seria um duplo crime: contra Deus e contra a própria pessoa.

    Não pode existir ambiguidade alguma na educação. O futuro de uma pessoa, de uma comunidade e da humanidade inteira não pode ser construído sobre esta ambiguidade ou verdade aparente. Cristãos e muçulmanos, cada um segundo a respectiva tradição religiosa, olham para Deus e relacionam-se com Ele como a Verdade. A nossa vida e o nosso comportamento na qualidade de crentes deveria reflectir esta convicção.

    Segundo são João Paulo II, cristãos e muçulmanos têm «o privilégio da oração» (Discurso aos Chefes Religiosos Muçulmanos, Kaduna, Nigéria, 14 de Fevereiro de 1982). Há uma grande necessidade da nossa oração: pela justiça, pela paz e segurança no mundo; por quantos se afastaram do caminho certo da vida e cometeram violência em nome da religião, a fim de que possam voltar a Deus e mudar a sua vida; pelos pobres e doentes.

    Aliás, as nossas festas alimentam em nós a esperança para o presente e para o futuro. É com esperança que olhamos para o futuro da humanidade, em particular quando fazemos o melhor que podemos para que os nossos sonhos legítimos se tornem realidade.

    Juntamente com o Papa Francisco, desejamo-vos que os frutos do Ramadão e a alegria de 'Id al-Fitr possam trazer paz e prosperidade, favorecendo o vosso crescimento humano e espiritual.

Boas festas a todos vós!

Jean-Louis Cardinale Tauran
Presidente

+ Padre Miguel Ángel Ayuso Guixot, M.C.C.I.
Secretário

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Edição 47