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Nos EUA, Papa aborda temas relacionados à liberdade, imigração e compromisso social


    Brasília CNBB - O papa Francisco discursou, hoje, 24, no Congresso dos Estados Unidos da América (EUA). Na ocasião, propôs um diálogo com o povo norte-americano por meio dos parlamentares e da “memória histórica” do povo do país. Francisco falou a partir das histórias de Abraham Lincoln, Martin Luther King, Dorothy Day e Thomas Merton. Também expressou preocupação com as ameaças à família.



    “Apesar da complexidade da história e da realidade da fraqueza humana, estes homens e mulheres foram capazes, com todas as suas diferenças e limitações, de construir um futuro melhor com trabalho duro e sacrifício pessoal – alguns à custa da própria vida”, afirmou Francisco.

Abraham Lincoln
    No contexto dos 150 anos do assassinato do ex-presidente dos Estados Unidos, o papa o chamou de “guardião da liberdade” e alertou para a “situação social e política inquietante do mundo atual”. Ao recordar os conflitos violentos em diversas partes do planeta, Francisco chamou atenção para o “fundamentalismo religioso ou de qualquer outro gênero” e o “reducionismo simplista, que só vê o bem ou mal, ou justos e pecadores”.

    Sobre o primeiro ponto, Francisco disse que “é necessário um delicado equilíbrio para se combater a violência perpetrada em nome de uma religião, de uma ideologia ou de um sistema econômico, enquanto, ao mesmo tempo, se salvaguarda a liberdade religiosa, a liberdade intelectual e as liberdades individuais”.

    Em relação ao “reducionismo simplista”, conclamou ao enfrentamento a toda forma de polarização. “Sabemos que, na ânsia de nos libertar do inimigo externo, podemos ser tentados a alimentar o inimigo interno. Imitar o ódio e a violência dos tiranos e dos assassinos é o modo melhor para ocupar o seu lugar”, falou. Francisco ainda disse aos parlamentares que a resposta a estas situações deve ser “de esperança e cura, de paz e justiça”.

    Ao voltar-se à atividade política, o papa ressaltou a finalidade de “servir e promover o bem da pessoa humana”, com base no “respeito pela dignidade de cada um”. “Se a política deve estar verdadeiramente ao serviço da pessoa humana, segue-se que não pode estar submetida à economia e às finanças”, alertou.

    Para Francisco, a política "é expressão da insuprível necessidade de viver juntos em unidade, para poder construir unidos o bem comum maior: uma comunidade que sacrifique os interesses particulares para poder partilhar, na justiça e na paz, os seus benefícios, os seus interesses, a sua vida social".

Martin Luther King
    Partindo do ícone da luta pela igualdade racial nos EUA, Francisco abordou o tema da imigração. Recordou a marcha guiada por Luther King, de Selma a Montgomery, “como parte da campanha para conseguir o seu ‘sonho’ de plenos direitos civis e políticos para os afro-americanos” e fez um alerta para a necessidade de uma convivência “nobre e justamente possível”, de modo que as futuras gerações não “virem as costas para o seu próximo”, exortando, assim,  para a realidade de milhares de imigrantes que buscam no país melhores condições de vida.

    Ele também lembrou da crise de refugiados em “proporções que não se via desde os tempos da II Guerra Mundial”. “Não devemos deixar-nos assustar pelo seu número, mas antes olhá-los como pessoas, fixando os seus rostos e ouvindo as suas histórias, procurando responder o melhor que pudermos às suas situações. Uma resposta que seja sempre humana, justa e fraterna. Devemos evitar uma tentação hoje comum: descartar quem quer que se demonstre problemático”, explicou.

    Ainda sobre o tratamento aos imigrantes, o papa recordou a “regra de ouro” contida no evangelho. “O que quiserdes que vos façam os homens, fazei-o também a eles” (Mt 7, 12). Para Francisco, a norma aponta numa direção clara de igualdade no relacionamento das pessoas. “A medida que usarmos para os outros será a medida que o tempo usará para conosco. A regra de ouro põe-nos diante também da nossa responsabilidade de proteger e defender a vida humana em todas as fases do seu desenvolvimento”, disse.

    Francisco sinalizou para outra realidade presente na sociedade norte-americana: a pena de morte. Para ele não é melhor opção, “já que cada vida é sagrada, cada pessoa humana está dotada de uma dignidade inalienável, e a sociedade só pode beneficiar da reabilitação daqueles que são condenados por crimes”, frisou. O papa retomou um pronunciamento do episcopado local a respeito do tema e disse que não só os apoia, mas encoraja “também todos aqueles que estão convencidos de que uma punição justa e necessária nunca deve excluir a dimensão da esperança e o objetivo da reabilitação”.

Dorothy Day
    Fundadora do Catholic Worker Movement (Movimento Operário Católico), Dorothy foi o exemplo que conduziu a fala de Francisco sobre compromisso social, justiça e meio ambiente. Francisco também citou a encíclica Laudato Si’ – sobre o cuidado da casa comum.

    O papa salientou os avanços na diminuição da pobreza e a situação de crise econômica pelas quais passam alguns países, mas manifestou o desejo de encorajar parlamentares e norte-americanos a não se esquecerem das pessoas “encastradas nas espirais da pobreza” e tratarem das causas dessa situação.

    Ao apontar ações, como a criação e distribuição da riqueza, o pontífice disse que “a utilização correta dos recursos naturais, a aplicação apropriada da tecnologia e a capacidade de orientar devidamente o espírito empresarial são elementos essenciais de uma economia que procura ser moderna, inclusiva e sustentável”.

    Neste último elemento, lembrou da encíclica, na qual exorta a “um esforço corajoso e responsável para ‘mudar de rumo’ e evitar os efeitos mais sérios da degradação ambiental causada pela atividade humana. Estou convencido de que podemos fazer a diferença e não tenho dúvida alguma de que os Estados Unidos – e este Congresso – têm um papel importante a desempenhar”.

Thomas Merton
    O exemplo do monge cisterciense serviu para que Francisco falasse de diálogo e promoção da paz entre povos e religiões. Francisco saudou “os esforços que se fizeram nos últimos meses para procurar superar as diferenças históricas ligadas a episódios dolorosos do passado”. Sem citar o caso de reaproximação do país com Cuba, lembrou que seu dever é “construir pontes e ajudar, por todos os modos possíveis, cada homem e cada mulher a fazerem o mesmo”. “Quando nações que estiveram em desavença retomam o caminho do diálogo – um diálogo que poderá ter sido interrompido pelas mais válidas razões –, abrem-se novas oportunidades para todos”, disse.

    Na mesma linha de pensamento, disse que o ato de estar a serviço do diálogo e da paz pressupõe a determinação para reduzir e, a longo prazo, “pôr termo a tantos conflitos armados em todo o mundo”. Sobre o comércio de armas de fogo, interrogou: “Por que motivo se vendem armas letais àqueles que têm em mente infligir sofrimentos inexprimíveis a indivíduos e sociedade?”. A reposta, dada por ele mesmo, é reduzida ao dinheiro “que está impregnado de sangue, e muitas vezes sangue inocente. Perante este silêncio vergonhoso e culpável, é nosso dever enfrentar o problema e deter o comércio de armas”.


Encontro Mundial das Famílias

    Francisco concluiu o discurso ao Congresso falando do Encontro Mundial das Famílias, que acontece na Filadélfia. Ele chamou atenção para que a temática da família seja recorrente. Muitos meios de comunicação têm dado ênfase a um viés político da visita.

    “Não posso esconder a minha preocupação pela família, que está ameaçada, talvez como nunca antes, de dentro e de fora. As relações fundamentais foram postas em discussão, bem como o próprio fundamento do matrimônio e da família. Posso apenas repropor a importância e sobretudo a riqueza e a beleza da vida familiar”, sinalizou o papa, que presidirá, no próximo mês, a XIV Assembleia Ordinária do Sínodo dos Bispos, com o tema “A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo”.

    Sobre o jovens, a quem considerou membros que são mais vulneráveis nas famílias, disse que a sociedade não deve evitar os problemas daqueles que estão “desorientados e sem uma meta, encastrados num labirinto sem esperança, marcado por violências, abusos e desespero”. Aos mais novos, a cultura impele a não formarem uma família, mas para Francisco, deve-se procurar apresentar as “opções que também eles são dissuadidas de formar uma família”.

    Ao voltar-se para os personagens da história americana, o papa fez “votos de que este espírito continue a desenvolver-se e a crescer de tal modo que o maior número possível de jovens possa herdar e habitar numa terra que inspirou tantas pessoas a sonhar”.

Com fotografias de Rádio Vaticano e AFP

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Edição 47