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Esperança de grandes mudanças em 2016


Leia o artigo de Dom Orlando Brandes
    O ano de 2016, para os cristãos e todas as pessoas de boa vontade, é o Ano da Misericórdia. Se soubermos acolher esta proposta do Papa Francisco podemos ter esperança de grandes mudanças. O projeto da misericórdia já era a política de Mahatma Gandhi: “a não violência ativa”. O Espírito sopra onde quer.

    Com a força da misericórdia poderemos colocar um limite poderoso ao mal, pois o poder da concórdia, do perdão, da ternura é um poder revolucionário. Jesus de Nazaré deixou-nos o imperativo de amar nossos inimigos. A força da alma é maior e mais benéfica que a força das armas.

    Misericórdia não é sentimentalismo, nem fraqueza, muito menos pena ou dó. Pelo contrário, é um remédio eficaz contra a violência, a vingança, o ódio e a fome. Misericórdia é o amor de mãe, amor entranhado, uterino, visceral que trata o outro como irmão e desmonta o espírito de inimizade, de conflito, de discórdia.

    O outro lado da misericórdia é a compaixão para com os pobres. O rico e ladrão Zaqueu, tocado pela misericórdia do olhar de Jesus, tornou-se misericordioso. Deu a metade dos seus bens aos pobres. Se os homens de poder tiverem misericórdia, terão razões para mudar o estilo, a mentalidade e a ideologia do consumismo depredador e saqueador que explora os pobres e destrói a natureza.

    Pobreza e depredação do meio ambiente escreve o Papa Francisco, são as misérias humanas que só a misericórdia pode sanar, pois misericórdia é a onipotência de Deus para vencer o império do mal. Foi a misericórdia que moveu o coração de Tereza de Calcutá, de Albert Schweistzer, de Mandela, de Irmã Dulce, de Francisco de Assis, de Malala, de Giorgio La Pira etc.

    Homens e mulheres misericordiosos mudaram a face da terra. A misericórdia era o respiro, o sangue, o DNA, a alma de Jesus de Nazaré. Até hoje multidões de cristãos, pela força da misericórdia, estão no meio e ao lado dos crucificados da história: os pobres, os migrantes, os doentes, os presos, os habitantes de rua. A misericórdia lhes inspirou o ideal missionário, a espiritualidade da compaixão, o espírito de solidariedade até ao martírio. Santas e Santos, cheios de misericórdia construíram hospitais, orfanatos, asilos, abrigos, casas de recuperação, comunidades terapêuticas e outras obras extraordinárias.

    Políticos e partidos que se deixarem purificar e iluminar pela misericórdia terão chance, força e sabedoria para exorcizar a corrupção, promover o bem comum, elevar os pobres e colaborar na transformação da sociedade. Em 2016 teremos eleições, olimpíadas e principalmente a realização do Congresso Eucarístico Nacional em Belém do Pará. Sejamos, pois atletas da misericórdia, eleitores conscientes e adoradores de Jesus na Eucaristia que cheio de misericórdia multiplicou os pães, lavou os pés dos discípulos. A verdadeira religião é aquela que conjuga fé e amor fraterno de modo indissolúvel.

    O tema do Dia de Paz deste ano, escolhido pelo Papa Francisco é este: “Vencer a indiferença para ter paz”. A cultura da indiferença é péssima, porque consiste em ignorar os outros, isolar-se, não se envolver com a realidade, em outras palavras, a indiferença o contrário da misericórdia.

    Grande é a indiferença que temos em relação aos cuidados com o meio-ambiente, com as migrações, com a corrupção, com os pobres. Perdemos a capacidade de chorar e de nos deixar comover diante de tantos dramas, crueldades e barbarismos. Vencer a indiferença é ter um coração e mãos samaritanos. O bom samaritano é ícone perfeito da misericórdia. Abram-se as portas da justiça, do diálogo, do perdão para que o ano novo seja vivido com esperança na solução dos nossos problemas. As sete obras de misericórdia corporais e espirituais são um projeto de transformação social, comunitária e social.

    Neste ano novo tenhamos o olhar do garimpeiro, que no meio da lama, encontra pedras preciosas. Longe de nós o olhar do urubu que só vê o lado ruim. O ser humano tem capacidade de se reerguer, de recomeçar, de reconstruir.


Dom Orlando Brandes
Arcebispo da Arquidiocese de Londrina

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Edição 47