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Para a Misericórdia não há hora e nem limites


Leia o artigo de Dom Gil Antônio Moreira:
    O evangelista João descreve o início da vida pública de Jesus, numa festa familiar. Estava ele, sua mãe e seus discípulos no pequeno povoado de Caná da Galileia, para as celebrações de um casamento (cf Jo. 2, 1-11), cujos festejos, na cultura judaica, duravam oito dias. De repente, falta vinho. Isto significava o fim da festa, a interrupção das alegrias, a decepção dos convidados e o constrangimento da família dos nubentes.

    É Maria, com o coração de mãe solícita, que se dirige ao seu Filho Jesus e propõe a questão. É interessante a resposta de Cristo: “minha hora ainda não chegou”. Que hora seria esta? A de iniciar seus milagres? A de revelar-se como Messias? Alguns exegetas costumam referir-se à hora da Redenção, quando Jesus vai dizer ao Pai na Oração Sacerdotal, rezada na noite anterior à prisão: “minha hora chegou” (Jo 17,1). Certo é que Maria diz aos que estavam servindo: “Fazei tudo o que ele vos disser”. Seis grandes talhas de água são trazidas e o Senhor faz seu primeiro milagre, transformando a água em bom vinho. Eram cerca de 500 litros de vinho que foram suficientes para que a festa continuasse, a alegria perdurasse, o acanhamento tivesse fim. Vê-se que a conversão da água em vinho não foi a única transformação realizada naquele dia.

    O fato narrado pela literatura joanina, sempre cheia de significado teológico, tem profundo sentido para o Ano da Misericórdia que estamos vivenciando aos acenos do Papa Francisco. O primeiro gesto de misericórdia vem por parte de Maria, a quem a Igreja tem cognominado, há centenas de anos, de Mãe da Misericórdia. Contemplando agora as palavras do atual Papa que afirma que a misericórdia tem um rosto e que este rosto é Cristo, tal título mariano mais se justifica. O mesmo pode-se dizer, diante do primeiro livro de sua autoria, “O Nome de Deus é Misericórdia”.

    À expressão “Ainda não chegou minha hora”, dita pelo Senhor a Maria, é legitimo entrever a atenção de Jesus em atender o pedido de sua mãe misericordiosa, adiantando, de alguma forma, sua hora. Ainda que se possa entender esta expressão no sentido teológico da hora da paixão salvadora, como acima mencionado, certo é que Jesus faz o que lhe pede a Mãe, resultando no primeiro milagre. Assim se realiza de forma maravilhosa o que era esperado confiantemente por ela, aguardado pelos discípulos, pelos serventes, pela família em apuros e pelos convidados. Para se fazer misericórdia não há hora.  A misericórdia não espera. Não se marca o momento para se praticar o bem. E a misericórdia se tornou em vinho de ótimo sabor. A alegria tem novo sentido, quando a misericórdia está presente. A crise vai embora, ao movimento dos gestos misericordiosos.

    Neste sentido, vê-se no texto de João que a hora de Jesus e a hora de hora de Maria coincidem. Dirigir-se a ela com o termo ‘Mulher’, não é de forma alguma uma atitude desprezível, mas afirmação explícita a respeito da realização plena e definitiva da palavra misericordiosa de Deus presente no livro do Gêneses, quando promete o Salvador aos primeiros pais. Não o fez Deus sem se referir à mulher. Ao amaldiçoar a serpente, assevera: “porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela” (Gen 2,15).  É uma referência inequívoca à mãe do Redentor, contrapondo Eva culpada pelo pecado, maculada pela ofensa, marcada pela infidelidade, termos estes que traduzem o contrário de qualquer imitação da misericórdia divina, e Maria concebida sem pecado, imaculada pela graça, santa pela amorosa resposta de vida, fiel em todos os momentos, disposta a cumprir sem limites a vontade do Pai, marcada pelo altruísmo, nunca pelo egoísmo, expressões eloquentes da misericórdia que vem do alto. O misericordioso ato salvador de Deus feito plena e inteiramente por Jesus, não acontece sem a presença da Mulher predestinada, escolhida e preservada de toda e qualquer mancha: Maria.

    Diante dos fatos de Caná da Galileia, verificamos o que ensina o Papa Francisco: “Os sinais que Jesus realiza, sobretudo para com os pecadores, as pessoas pobres, marginalizadas, doentes e atribuladas, decorrem sob o signo da misericórdia. Tudo nele fala de misericórdia” (MV 7).

    A Igreja e cada cristão só se justificam pela capacidade de ser misericordiosos, a toda e qualquer hora, sem reservas, sem limites! Eis o que marca a vida de Jesus na terra desde o início até o fim.

Dom Gil Antônio Moreira
Arcebispo de Juiz de Fora (MG)

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Edição 47