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Receita para ganhar um Ano realmente Novo


Leia o artigo de João Carlos José Martinelli:
    Normalmente, o final do ano nos convida a um balanço, impõe reflexões, renova anseios e traz um sentido poético, que em outros momentos não conseguimos revelar. Efetivamente, o mundo completa outra volta ao redor do sol e marca o início de um novo período. Vivemos a expectativa de encará-lo com otimismo e confiança, pois faz parte do coração humano esperar sempre. Entretanto, não podemos acreditar que as coisas vão melhorar só porque já estamos em 2016. Alias, o crescimento e o desenvolvimento de todos deve ser uma constante, independentemente de uma página virada no calendário. Apesar da condição humana se determinar pelo caráter do tempo, precisamos sempre acreditar em nós mesmos.

            O consagrado Carlos Drummond de Andrade assim se expressou em “Receita de Ano Novo”: “Para ganhar um Ano Novo/ que mereça este nome,/ você, meu caro, tem de merecê-lo,/ tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,/ mas tente, experimente, consciente./ É dentro de você que o Ano Novo/ cochila e espera desde sempre” (Editora Record. 2008). Também são lindas as palavras de Fernando Pessoa numa poesia que fez sobre o tema: “Ficção de que começa alguma coisa!/Nada começa: tudo continua./ Na fluida e incerta essência misteriosa/ Da vida, flui em sombra a água nua./ Curvas do rio escondem só o movimento./ O mesmo rio flui onde se vê./ Começar só começa em pensamento.”

            Ainda assim, no fim de cada ano, fazemos de conta que o seu fluir inexorável abre uma porta e fecha outra, lançando uma ponte para podermos atravessar de uma época para outra. Até tentamos mitificar esse instante de passagem, criando novos propósitos, prometendo o abandono de vícios e comodismos, além de aspirarmos cuidar melhor de nossa saúde, da família e do próximo. Enfim, essa fase nos impõe a inevitável sensação de urgência em terminarmos e fecharmos assuntos pendentes. No entanto, transcorridos os festejos e o “reveillon”, vem triste realidade:- continuamos os mesmos do ano passado e  os conflitos mais primários permanecem assolando nossa convivência e a mídia em geral. Parece que todas as esperanças lançadas entre os dias 31 de dezembro e 01 de janeiro são de artifício, como os fogos que estouram durante a euforia sem limites das comemorações típicas tradicionais.

            Por isso recorremos aos poetas. Eles deixam as coisas harmônicas, ou pelo menos, faz-nos mais sensíveis aos acontecimentos. Vinicius de Moraes em seu “Poema de Ano-Novo” magistralmente indicou: “É preciso que nos encontremos diante do amor como as árvores fêmeas cuja raiz é a mesma e se perde na terra profana/É preciso... a tristeza está no fundo de todos os sentimentos como a lágrima no fundo de todos os olhos/ Sejamos graves e prodigiosos, ó minha amada, e sejamos também irmãos e amigos...”.  
              
            Na realidade, buscamos ser felizes, mas não conseguimos nos realizar coletivamente. Sonhamos em ser iguais, mas cultuamos os piores contrastes. O egoísmo gera o anonimato que impede o surgimento de alianças sólidas entre os indivíduos e as relações tendem a ser fortuitas e passageiras. O tempo passa mais rápido do que a capacidade de doação. Um cenário promissor à solidariedade acaba sempre se distanciando. Mas a esperança, apesar de Bertold Brecht ter afirmado que ela atrasou os povos latinos americanos que não reagem aos abusos e desmandos administrativos, ainda é a mola propulsora de um futuro melhor. Mário Quintana revelou com brilhantismo tal situação:

    “Esperança/ Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano/ Vive uma louca chamada Esperança/ E ela pensa que quando todas as sirenas/ Todas as buzinas/Todos os reco-recos tocarem/ - Ó delicioso vôo!/ Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,/ Outra vez criança…/ E em torno dela indagará o povo:/ - Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?/ E ela lhes dirá/ (É preciso dizer-lhes tudo de novo!)/ Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:/ - O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA…”


João Carlos José Martinelli
Advogado, jornalista, escritor e professor universitário. É presidente da Academia Jundiaiense de Letras
(martinelliadv@hotmail.com)
Fonte: http://solpaz.blogs.sapo.pt/

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Edição 47