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54ª AG da CNBB: “Pela família que passa o futuro da humanidade”, afirma dom Raymundo Damasceno


    Aparecida, CNBB - No sexto dia da 54ª Assembleia Geral (AG) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), 11 de abril, o arcebispo de Aparecida (SP), cardeal Raymundo Damasceno Assis, falou à imprensa sobre o retiro dos bispos e a respeito da exortação apostólica pós-sinodal Amores Letitia. O retiro ocorrido no sábado e concluído domingo, 10, contou com a pregação do presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, cardeal Gianfranco Ravasi. Segundo o arcebispo, o cardeal abordou a temática da misericórdia divina.


O arcebispo comentou que as palavras proferidas por Gianfranco durante o retiro foram “bem fundamentadas do ponto de vista bíblico e cultural” e concluiu dizendo que Gianfranco se apoiou em vários escritores e autores renomados. “Foi um retiro muito proveitoso, agradável” e de “uma linguagem fácil, apesar de o cardeal falar italiano”, salientou dom Raymundo.

O arcebispo falou, ainda, sobre a exortação apostólica do papa Francisco Amoris Letitia,  especialmente os capítulos 6 e 8. Dom Damasceno destacou as perspectivas pastorais presentes no capítulo 6 do texto.  “O papa chama a atenção para o anúncio do evangelho da família”. Ainda de acordo com ele, no capítulo, o matrimônio é colocado como uma vocação. “Matrimônio não é loteria, não é uma aventura. É um caminho de realização para duas pessoas”, acrescentou.

    Na sequência, o cardeal afirmou que o documento fala de acompanhamentos, de atitudes pastorais em relação ao matrimônio e destacou  que o papa insiste, como por exemplo, na Pastoral Familiar, bem como na capacitação daqueles que, de alguma forma, atuam junto às famílias, desde os futuros presbíteros como os casais. O cardeal afirma ainda que o documento é um acompanhamento do namoro, do noivado até o casamento.

    Já em relação a união homossexual, que também é tratada no documento, o cardeal disse que a posição da Igreja deve ser de acolhida. “Não podemos equiparar, mas temos que respeitar, acolhê-las”. E ao finalizar o capítulo 6, o cardeal complementou dizendo que “a família é fundamental não só para a sociedade, mas também para a Igreja.  Pela família que passa o futuro da humanidade”.

“Acompanhar, discernir e integrar a fragilidade”
Sobre o capítulo 8, que tem como título “Acompanhar, discernir e integrar a fragilidade”, o cardeal explica que nele, o papa insiste em lembrar que cada caso é um caso. “O papa lembra que é fundamental o acompanhamento de cada caso, sem ignorar a complexidade de cada ocasião. É importante se chegar a um discernimento”, ressaltou.

    Ao final, falou  que o documento é muito aberto para os casais que vivem em uma segunda união e que, principalmente no capítulo 8, o papa utiliza duas palavras: integração e discernimento. “É importante cultivar a cultura do diálogo, nunca de exclusão, mesmo que a pessoa esteja em uma situação irregular, isso não a exclui da comunidade, da igreja”, elucidou.

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Edição 47