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Nossos primeiros pais contraíram uma dívida infinita


Leia o artigo de Ir. Mirna Gama Máximo, EP:
    Afastados do Paraíso, onde viviam em estado de graça, e tendo perdido a inocência primeva, nossos primeiros pais gemiam sob o peso da dívida contraída com o Criador. Reconhecia-se Adão merecedor da morte como castigo por sua culpa e buscava um meio de repará-la. Ensina São Tomás que "a ofensa é tanto maior quanto maior é aquele contra o qual é dirigida". E sendo Deus infinito, o pecado cometido contra Ele "tem algo de infinito em razão da infinitude da majestade divina". Logo, a dívida para com Deus é infinita! A isto se acrescenta ter a culpa de Adão marcado toda a humanidade até o fim dos séculos, pois, como afirma São Paulo, "por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim a morte passou a todo o gênero humano, porque todos pecaram..." (Rm 5, 12).


Como reparar tamanho débito?

Cristo Crucificado - 
Igreja Matriz de São João del Rei 
(MG)
Cumprem-se as profecias e cessam
as imagens, porque o Único que tem
o poder de salvar os homens Se
entregou livremente e por amor

Todos os povos, das mais diversas religiões e épocas, ofereceram sacrifícios, dada a condição humana de exílio nesta Terra. Contudo, um só sacrifício destruiu o pecado e a morte, abrindo as portas do Céu...

    Grande tragédia significou para o homem o pecado original! "O Senhor Deus expulsou-o do Jardim do Éden, para que ele cultivasse a terra donde tinha sido tirado. E expulsou-o; e colocou ao oriente do Jardim do Éden Querubins armados de uma espada flamejante, para guardar o caminho da árvore da vida" (Gn 3, 23-24).

Uma forma de louvar a Deus e reparar os pecados
    Adão e seus filhos começaram a lavrar a terra, que lhe produzia espinhos e abrolhos, para comer o pão com o suor de seu rosto (cf. Gn 3, 18-19). Visando reparar de alguma forma a injúria cometida, eles passaram a oferecer em sacrifício o fruto do seu trabalho.

    Para isso, devia ser oferecido a Deus o que possuíam de melhor: frutos os mais perfeitos e animais sem mácula, como cordeiros, pombas ou de outras espécies. Estes sacrifícios eram aceitos ou até mesmo pedidos por Deus, e Lhe eram agradáveis, como podemos contemplar em inúmeras passagens bíblicas. Depois do dilúvio enviado à Terra por castigo pelos pecados dos homens, por exemplo, Noé saiu da arca e levantou um altar, ofereceu um holocausto e "o Senhor respirou um agradável odor" (Gn 8, 21), prometendo doravante não mais amaldiçoar a Terra.


Sacrifício oferecido por Noé
Catedral de Monreale, 
Itália

    Os sacrifícios, entretanto, não eram feitos só em função dos pecados, pois também eram uma forma de louvar a Deus, reconhecer seu supremo domínio sobre todas as criaturas e manifestar-Lhe completa sujeição. Dependendo da finalidade com que eram feitos, eles podiam ser classificados em "latrêutico, ou de simples adoração a Deus; impetratório, para pedir-Lhe benefícios; satisfatório, em reparação dos pecados; eucarístico, em ação de graças pelos benefícios recebidos".

    São Tomás aponta três motivos para o sacrifício expiatório: primeiro, para remir o pecado, que afasta o homem de Deus; em segundo lugar, "para que o homem possa conservar-se no estado de graça, sempre unido a Deus, no que consiste a sua paz e salvação"; por fim, "para que o espírito do homem esteja perfeitamente unido a Deus, como acontecerá sobretudo na glória".  Por isso, não só os pecadores deveriam oferecê-los, mas também os justos.




Sacrifício idolátrico de Salomão,
por Frans Francken, o Jovem - 
Museu de Angoulême 
(França)

Não obstante, canta Davi: "Vós não Vos aplacais com sacrifícios rituais; e se eu Vos ofertasse um sacrifício, não o aceitaríeis. Meu sacrifício, ó Senhor, é um espírito contrito, um coração arrependido e humilhado, ó Deus, que não haveis de desprezar" (Sl 50, 18-19).

Ato externo que reflete a disposição interior
    Estaria depreciando o rei-profeta a importância e a necessidade de oferecer sacrifícios? De nenhuma forma. Ele apenas afirma uma verdade: de nada adiantam as meras práticas exteriores se não houver sinceridade de coração, que confere autenticidade ao sacrifício. Estas, contudo, têm seu papel, uma vez que o homem não é puro espírito, senão um composto de corpo e alma. Por conseguinte, suas disposições interiores devem ser exteriorizadas de alguma forma. "Faltaria algo para oferecer a Deus se Ele fosse homenageado somente em espírito. [...] A vida do espírito se apaga se não for traduzida para uma linguagem feita para nossos sentidos".

    Na mesma linha se exprime o Doutor Angélico, fundamentando-se no Bispo de Hipona: "Todo aquele que oferece um sacrifício deve fazer-se participante do mesmo. Porque o sacrifício, que se oferece externamente, é sinal do sacrifício interior pelo qual alguém se oferece a Deus, como ensina Agostinho".

O homem tende a praticar a virtude da religião
    Ao deitarmos um rápido olhar sobre a História, vemos os povos das mais diversas crenças e épocas oferecerem sacrifícios. Nada mais explicável, pois o homem tende a praticar a virtude da religião, "exigência da lei natural impressa no fundo de todos os corações".

    Alguns, como os babilônios e os persas, distorciam este desejo chegando a oferecer vítimas humanas a suas falsas divindades. Os príncipes fenícios imolavam o filho predileto para lhes abrandar a cólera. E aos deuses dos astecas, no México pré-colombiano, se ofereciam milhares de vítimas humanas por ano, das quais se arrancava do peito o coração ainda palpitante.

    Instruídos pelo Deus verdadeiro e seguindo prescrições minuciosamente descritas nos livros sagrados, os israelitas apresentavam sacrifícios de louvor, de agradecimento ou de reparação, de modo muito diferente dos outros povos. Porém, não faltaram ocasiões em que os dirigiram a deuses inexistentes, por influência dos povos pagãos, provocando o desgosto de Deus e sua ira: "Queimaram incenso nesses lugares altos, como as nações que o Senhor tinha despojado diante deles, e irritaram o Senhor com suas práticas abomináveis, adorando ídolos, embora o Senhor lhes tivesse dito: Não fareis tal coisa" (II Rs 17, 11-12).

Atos imperfeitos que não conferiam a graça
    No entanto, até mesmo os sacrifícios santos da Antiga Lei eram defectivos, pois, apesar de satisfazer de algum modo a Deus, não podiam conferir a graça. Tampouco a imolação de um animal irracional poderia apagar os pecados e reparar as ofensas contra o próprio Criador. Eles foram apenas, "o grito de ignorância da humanidade que clamava por um perfeito sacrifício de expiação e reconciliação".

    Como devia ser terrível ter a alma manchada por causa dos pecados, a consciência inquieta por ter ofendido ao Deus-Justiça, Senhor dos exércitos e, pior de tudo, passar a vida inteira fazendo penitência e oferecendo sacrifícios sem ter a plena certeza de estar perdoado!

(Fonte: revista Arautos do Evangelho)

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Edição 47