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Depressão e suicídio aumentam em muitos países


Leia o artigo de John Burger/Aleteia:
    Centenas de pesquisas tentam entender o aumento significativo do número de suicídios em muitos países. Nos Estados Unidos, ao menos um psiquiatra de renome vem sugerindo que a resposta pode estar na fragmentação da coesão social, da família e da fé. Os suicídios nos Estados Unidos aumentaram 24% nos últimos 15 anos, conforme o relatório publicado em abril pelos Centers for Disease Control (Centros de Controle de Doenças). A taxa está em 13 casos por 100.000 pessoas, a maior desde 1986. Em 2014, foram 42.773 as pessoas que se suicidaram no país, em comparação com as 29.199 de 1999. Talvez o aspecto mais preocupante do relatório seja a triplicação da taxa de suicídios entre meninas pré-adolescentes.


    Existem “fatores biológicos predisponentes” envolvidos no suicídio, mas, desde o início das pesquisas, a sua incidência não tem variado consideravelmente. “Alguma outra coisa deve estar influenciando este aumento”, observa Aaron Kheriaty, autor do livro The Catholic Guide to Depression (O Guia Católico da Depressão, em tradução livre). “Sabemos que muitos fatores de risco para o suicídio não são determinantes biológicos inatos. São influências ambientais, sociais e culturais”.

    Kheriaty, professor de psiquiatria e diretor do Programa de Ética Médica na Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia em Irvine, afirma que os pesquisadores têm algumas pistas. “Sabemos que o suicídio está associado a fatores que levam a pessoa a ser mais isolada socialmente”, por exemplo. Este fato tem sido ratificado por séries de dados registradas desde a década de 1890.

    “As causas que levam as pessoas a terem poucos laços sociais, maior alienação e mais isolamento aumentam o risco de suicídio. Sabemos, por exemplo, que divorciados, viúvos e pessoas que nunca se casaram correm um risco significativamente maior de suicídio que os indivíduos casados”.

    Os laços sociais têm se enfraquecido, prossegue Kheriaty, citando o trabalho do sociólogo Robert Putnam e do cientista político Charles Murray. Eles mostram que as pessoas têm hoje menos e mais frágeis laços de família, de amizade e com instituições mediadoras, tais como igrejas e grupos cívicos.

    Em paralelo, as mídias sociais têm sido apontadas como “aproximadoras de pessoas”, mas é discutível que a experiência tecnológica esteja mesmo alcançando êxito na construção de coesão social. Ela parece estar facilitando, antes, a mentalidade suicida em alguns contextos.

    “Há muita informação disponível na internet sobre como tirar a própria vida, sobre o suicídio assistido, sobre a eutanásia. Mas qual é a qualidade dessa informação? Em que medida ela influencia atitudes e comportamentos? Provavelmente, ela está desempenhando algum papel”, considera Kheriaty. “Eu tive pacientes que foram influenciados pela ideologia do ‘direito de morrer’ ou pelo movimento pró-eutanásia, mediante recursos online, informações online. São indivíduos que sofrem de depressão, de transtornos de personalidade ou de outros problemas de saúde mental que já os colocam em risco. Essas pessoas estão expostas a se conectar com outras que pintam o suicídio como a ‘solução’ para os problemas”.

    Sobre o aumento de 200% nos suicídios de meninas entre 10 e 14 anos durante o período do estudo (a taxa triplicou, saltando de 0,5 por 100.000 mulheres em 1999 para 1,5 em 2014), Kheriaty comenta que as meninas dessa faixa etária estão imersas “numa cultura que promulga ideais impossíveis para as mulheres jovens em termos de realização, imagem corporal, atratividade, sexualizando prematura e excessivamente a figura feminina ‘desejável’. Isso gera todo tipo de dificuldade, incluindo distúrbios alimentares, depressão, outros problemas de saúde mental ligados às pressões que as mulheres jovens enfrentam para ser atraentes e bem sucedidas. Há uma cultura que pressiona os jovens a obterem ‘sucesso’, geralmente definido como sucesso material, além de uma espécie de obsessão excessiva crescente com alto desempenho profissional e acadêmico”, prossegue o psiquiatra.

    Kheriaty declara que os adolescentes e os jovens adultos são vítimas ainda de uma atitude utilitarista arraigada: “Eu tenho valor na medida em que posso conseguir as coisas, em vez de ter valor e dignidade inata como filho de Deus”, observa. “A nossa cultura tende a ver os jovens adolescentes como um meio, não como fins em si mesmos. O mercado os trata como um meio: eles são só consumidores. Até o esporte trata os jovens cada vez mais como meios para um fim. Eles servem para que o clube fature cada vez mais alto”.

    Existem soluções para o problema crescente do suicídio? Sem dúvida, e, para alguém que escreveu um livro chamado “O Guia Católico da Depressão”, parece natural que a resposta religiosa venha à mente em primeiro lugar.

    “A fé ou a prática religiosa não imuniza ninguém contra o suicídio. Não faltam pessoas de fé religiosa supostamente profunda e de crenças morais contrárias ao suicídio que acabam tirando a própria vida por causa de crises também profundas de angústia, geralmente ligadas a problemas graves de saúde mental. Mas também se sabe que a fé e a prática religiosa diminuem o risco de suicídio. É um fato bem registrado que a fé e a prática religiosa proporcionam ‘proteção especial’ contra o suicídio. E, numa cultura cada vez mais laicista, a perda de fé religiosa pode ser um fator que contribui para o aumento dos casos de suicídio”.

Kheriaty cita três hipóteses sobre a proteção que a fé religiosa oferece contra as tendências suicidas:
- Participar de uma comunidade religiosa fornece apoio social. As pessoas religiosas tendem a estabelecer mais vínculos sociais fortes do que pessoas não religiosas.
- A convicção sobre a imoralidade do suicídio desempenha um papel protetor.
- A fé religiosa proporciona uma esperança transcendente que vai além da atual situação de sofrimento, dando razões para acreditar que o futuro, seja nesta vida, seja na próxima, pode valer a pena e ser pleno de significado.

    “Essa convicção religiosa dá sustento nas horas difíceis e também proporciona um entendimento de que o sofrimento não é totalmente sem sentido”, ressalta Kheriaty. “São situações muito difíceis de suportar, mas a pessoa pode considerar que Deus as está permitindo por alguma razão e não meramente ‘à toa’”.

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Edição 47