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A Quaresma traz a Campanha da Fraternidade com o lema: “Cultivar e guardar a criação” Gen 2, 15


Leia o artigo de Dom Alberto Taveira Corrêa:
    Todos os anos, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) apresenta a Campanha da Fraternidade como caminho de conversão quaresmal, como itinerário do cultivo e do cuidado comunitário e social. “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida” é o tema da Campanha para a Quaresma de 2017. O lema é inspirado no texto do Livro do Gênesis 2,15: “Cultivar e guardar a criação”. A Campanha tem como objetivo geral: “Cuidar da criação, de modo especial dos biomas brasileiros, dons de Deus, e promover relações fraternas com a vida e a cultura dos povos, à luz do Evangelho”. A partir do texto-base preparado pela CNBB, aqui estão algumas indicações para nossa vivência da Campanha da Fraternidade, uma forma de praticar a Caridade a que nos chama o tempo quaresmal.


    Bioma quer dizer a vida que se manifesta em um conjunto semelhante de vegetação, água, superfície e animais. Uma “paisagem” que mostra uma unidade entre os diversos elementos da natureza. Um bioma é formado por todos os seres vivos de uma determinada região, cuja vegetação é similar e contínua, cujo clima é mais ou menos uniforme, e cuja formação tem uma história comum. Como é extraordinária a beleza e diversidade da natureza do Brasil. Ao abordarmos os biomas brasileiros e lembrarmos dos povos originários que neles habitam, trazemos à meditação a obra benfazeja de Deus. Admirar a diversidade de cada bioma e criar relações respeitosas com a vida e a cultura dos povos que neles vivem!

    Cultivar e guardar nasce da admiração! A beleza que toma o coração faz com que nos inclinemos com reverência diante da criação. A campanha deseja, antes de tudo, levar à admiração, para que todo o cristão seja um cultivador e guardador da obra criada. Tocados pela magnanimidade e bondade dos biomas, seremos conduzidos à conversão, isto é, a cultivar e a guardar. Desejamos aprofundar o conhecimento de cada bioma, de suas belezas, de seus significados e importância para a vida no planeta, particularmente para o povo brasileiro. É importante conhecer melhor e nos comprometer com as populações originárias, reconhecer seus direitos, sua pertença ao povo brasileiro, respeitando sua história, suas culturas, seus territórios e seu modo específico de viver. Para nós, vale de modo especial o Bioma Amazônico.

    É também gesto de fraternidade reforçar o compromisso com a biodiversidade, os solos, as águas, nossas paisagens e o clima variado e rico que abrange o território brasileiro. E podemos ampliar o horizonte, buscando compreender o impacto das grandes concentrações populacionais sobre o bioma em que se insere. Podemos ainda manter a articulação com outras igrejas, organizações da sociedade civil, centros de pesquisa e todas as pessoas de boa vontade que querem a preservação das riquezas naturais e o bem-estar do povo brasileiro.

    Nosso olhar se volta ainda para as autoridades públicas, que desejamos comprometer para assumir a responsabilidade sobre o meio ambiente e a defesa de nossos povos. Assim, poderemos contribuir para a construção de um novo paradigma econômico ecológico que atenda às necessidades de todas as pessoas e famílias, respeitando a natureza.

    Mas tudo isso pode conduzir-nos a compreender o desafio da conversão ecológica a que nos chama o nosso Papa Francisco na carta encíclica ‘Laudato Si’ e sua relação com o espírito quaresmal. Nós recebemos o dom da fé! Seguir Jesus Cristo, viver das palavras, da vida, morte e ressurreição de Cristo, é graça. Cultivar a fé, exercitar-se, é deixar-se cuidar pelo dom do seguimento de Jesus que transforma e amadurece na busca da plenitude da vida. Cultivar a fé e ser guardado pela fé nos abre para o cuidado dos irmãos e de toda a obra criada.

    A Quaresma nos provoca e convoca à conversão, mudança de vida: cultivar o caminho do seguimento de Jesus Cristo. Os exercícios do cultivo que a Igreja nos propõe, no tempo da Quaresma, são aqueles que abrem nossa pessoa à graça do encontro: jejum, oração e esmola. Jejum: esvaziamento, expropriação, libertação e não privação. O jejum abre nossa pessoa para a receptividade da vida em Cristo. Oração: súplica na busca de ser atingido pela misericórdia. Esmola é partilha, o amor partilhado, deixar-se tocar pela presença do mendigo que cuida do doador, com sua presença provocante.

    A Quaresma começou com a Quarta-feira de Cinzas, quando reconhecemos que sem a conversão a Jesus Cristo nossa vida vira pó da terra! Não desejamos o aniquilamento das pessoas e da natureza, mas é nosso o sonho expresso por São Paulo: “De fato, toda a criação espera ansiosamente a revelação dos filhos de Deus; pois a criação foi sujeita ao que é vão e ilusório, não por seu querer, mas por dependência daquele que a sujeitou. Também a própria criação espera ser libertada da escravidão da corrupção, em vista da liberdade que é a glória dos filhos de Deus” (Rm 8, 19-21).

    No primeiro Domingo da Quaresma, ao contemplar Jesus que venceu as tentações do poder, do ter e do prazer, queremos comprometer-nos primeiro a acolher a graça de uma vida nova que Ele nos concedeu pelo Batismo e, ao mesmo tempo, dar todos os passos para exercitá-la na fraternidade, olhando ao nosso redor e fazendo o que estiver ao nosso alcance para que seja cada dia mais bela a criação que nos foi entregue como responsabilidade. E na criação, mais ainda o cuidado com as pessoas, irmãos e irmãs concedidos por Deus para ser amados!


Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém do Pará (PA)

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Edição 47