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As marcas eternas de Dom Marcelo Pinto Carvalheira


Leia o artigo de Dom Genival Saraiva de França:
    Embora previsível, em razão de fatores naturais, como idade avançada e precária condição de saúde, a morte de qualquer pessoa sempre provoca um impacto na vida de seus familiares e amigos. Isso aconteceu quando foi comunicada a morte de Dom Marcelo Pinto Carvalheira, no dia 25 de março. Em se tratando de um sacerdote ou de um bispo, além dos laços familiares e de amizade, há o vínculo institucional, em razão do ofício que exerceu.

    Na verdade, os vínculos que se estabelecem no serviço pastoral são muito eloquentes e mais duradouros porque dizem respeito a elementos importantes na vida das pessoas. Constata-se isso quando se trata da vida espiritual dos fiéis, do serviço de escuta e aconselhamento a pessoas em conflitos humanos e familiares, da formação dos animadores e agentes pastorais, da assistência a pessoas e comunidades carentes, do apoio a causas sociais importantes, na linha dos direitos à terra, à moradia. Em alguns casos, o exercício do ministério nem se prolongou por muito tempo, como consequência de uma transferência.

    É muito comum um fiel expressar sua alegria por reencontrar o sacerdote que o batizou ou lhe deu a “Primeira Comunhão”; às vezes, após muitos anos, o casal lembra ao sacerdote: “foi o senhor quem celebrou o nosso casamento” (na verdade, como ensina a doutrina do Sacramento do Matrimônio, são os próprios noivos que celebram o seu casamento perante o ministro ordenado - diácono, sacerdote, bispo - ou, na falta desse, perante um leigo que recebeu uma autorização do Bispo Diocesano, “com a prévia aprovação favorável da Conferência dos Bispos e obtida a licença da Santa Sé”); quantos jovens e adultos dizem ao Bispo: “foi o senhor quem me crismou”; quantas famílias recordam ao sacerdote: “foi o senhor quem deu a Unção ao meu pai, à minha mãe e celebrou a Missa de Sétimo Dia”; após anos, o diácono ou o sacerdote diz ao Bispo: “foi o senhor quem me ordenou”. Na realidade, esse fenômeno não se enquadra apenas no universo das reminiscências, dado que contém algo mais profundo. Além da dimensão sacramental, da oração, da espiritualidade, a personalidade de ministros ordenados também deixa marcas na vida dos fiéis. Por isso, infelizmente, alguns que celebraram os mesmos Ritos são lembrados por atitudes, pastoralmente, inadequadas.

    Como sacerdote da Arquidiocese de Olinda e Recife, como Bispo Auxiliar e Arcebispo da Arquidiocese da Paraíba, como Bispo da Diocese de Guarabira, o vínculo de Dom Marcelo com os fiéis, com a comunidade cristã e com a população, em geral, consolidou-se através de um dedicado serviço pastoral. Esse reconhecimento revelou-se na expressão dos sentimentos das pessoas, com a linguagem da oração, do silêncio, das lágrimas incontidas, por ocasião da celebração de seus funerais na Sé de Olinda, na Catedral de Guarabira e na Basílica de Nossa Senhora das Neves, em João Pessoa.

    Identificado por sua simplicidade e ternura, por sua espiritualidade e vida de oração, por sua cultura, por seu amor à Igreja, por seu compromisso com os pobres, Dom Marcelo vivenciou o seu lema episcopal “Evangelizar” na “cidade terrena”, na expressão de Santo Agostinho, e, pela misericórdia e justa recompensa de Deus, encontra-se “na cidade celeste”, por ter procurado “as coisas do alto” (Cl 3, 2).

    A preservação da memória de Dom Marcelo, já gravada na forma mais autêntica da verdade do coração das pessoas, deverá ser preservada na forma prevista dos registros eclesiásticos e, por certo, haverá de ser explicitada por pesquisas acadêmicas, diante de sua contribuição à ação evangelizadora e à cidadania.

+ Dom Genival Saraiva de França
Administrador Apostólico da arquidiocese da Paraíba

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Edição 47